Itaqui: Oryzasil Silicas inaugura em maio planta de sílica que usa matéria-prima de fonte renovável e livre de efluentes

Itaqui: Oryzasil Silicas inaugura em maio planta de sílica que usa matéria-prima de fonte renovável e livre de efluentes

Agronegócio Destaque Economia Negócios Notícias Tecnologia

Uma fábrica de sílica que utiliza materiais provenientes de recursos renováveis, protegendo o meio ambiente e proporcionando uma produção sem efluentes – impensável? Não mais. A Oryzasil Sílicas Naturais, localizada em Itaqui (RS), promete exatamente isso. Com sua inauguração em 9 maio de 2019, a fábrica de sílica é a primeira do gênero no mundo a focar na sustentabilidade, eliminando completamente as águas residuais, utilizando cascas de arroz como matéria-prima, produzindo sílica e energia. Sustentabilidade e proteção ambiental são mais do que palavras, são ações que visam a resultados. Esse é o objetivo da Oryzasil, empresa fundada pelo grupo alemão Ferrostaal, que desenvolveu uma solução para o problema ambiental das cascas de arroz. 70% da produção nacional de arroz estão localizadas no Rio Grande do Sul, sendo Itaqui a segunda maior região produtora do Estado. E é exatamente aqui que a Oryzasil projeta um futuro renovável.
silica2O arroz é um dos principais componentes da nutrição no Brasil. A casca do arroz representa mais de 20% dos grãos colhidos, atualmente despejados em aterros sanitários que causam danos à natureza, gerando gás metano e dióxido de carbono, danificando o solo. Para tornar a casca útil, a Oryzasil desenvolveu produtos químicos a partir desta matéria-prima renovável, equivalentes aos provenientes de fontes esgotáveis. O projeto, através da queima das cascas de arroz, gera energia térmica e elétrica suficiente para o processo e também para abastecer o mercado livre de energia.  A planta possui uma caldeira cujo sistema foi projetado para otimizar a combustão das cascas: melhor aproveitamento do calor e boa qualidade das cinzas necessárias no processo de fabricação da sílica. A Oryzasil tem uma capacidade de queima de 20 toneladas por hora e pode gerar energia equivalente ao abastecimento de uma cidade com cerca de 200 mil habitantes.
A Oryzasil aprimorou o método de processamento de sílica verde de forma inovadora e pioneira em todo o mundo. A matéria-prima é a própria cinza, que é subproduto da queima das cascas de arroz. Com este processo, a Oryzasil cria um ciclo sustentável e completo, desde a entrega das cascas de arrozà utilização da cinza como fonte de sílica e dos demais subprodutos. Outras empresas do ramo, por sua vez, utilizam a areia de quartzo como fonte de sílica, elemento que é extraído do meio ambiente por meio de um processo de mineração e cuja extração prejudica o meio ambiente. Albert Ramcke, CEO da Oryzasil diz que a planta “revoluciona processos químicos conhecidos e antigos com este processo sem precedentes, tornando-os completamente sustentáveis e sem produção de águas residuais. Para o mercado, é possível contar com sílica precipitada sustentável com propriedades idênticas às atualmente disponíveis no mercado.Como um grande produtor de arroz, o Rio Grande do Sul está na vanguarda da tecnologia de ponta para a produção de produtos químicos através do uso de fontes renováveis”.
Em uma primeira fase, o silicato de sódio é fabricado a partir das cinzas, que se trata de um produto intermediário para a produção de sílica. Um subproduto é o sulfato de sódio utilizado na indústria dos detergentes e do sabão,silica3 e um segundo subproduto é utilizado na agricultura como corretor de solos.
O principal produto da Oryzasil é a sílica precipitada, em diferentes especificações para diversas aplicações, tais como a indústria de pneus e borracha, creme dental, tintas e mercados de nutrição e saúde.A Oryzasil não gera efluentes no processo de fabricação da sílica precipitada, encerra o ciclo com 100% de aproveitamento e é capaz de produzir mais de 2,5 mil toneladas de sílica por mês.
A estratégia da empresa é baseada no mercado de pneus, os chamados pneus verdes ou pneus de alta eficiência energética, que podem economizar de 5% a 10% de combustível e, como consequência, reduzem as emissões de CO2.”A Oryzasil se define como uma empresa que associa o importante conceito de sustentabilidade à tecnologia inovadora e chega ao mercado mundial para demonstrar seus produtos de sílica derivados de fonte renovável”, afirma Marcus Vinicius Souza, diretor administrativo da planta. “Ao desenvolver e fabricar produtos que atendem a diferentes mercados, como a sílica para a indústria da borracha ou catalisadores, a Oryzasil demonstra que, em um mundo moderno de alta tecnologia, pode andar de mãos dadas com o meio ambiente”.  Devido às condições da superfície, o transporte e manuseio das cascas é, também, um problema para a indústria do arroz. Com o processo de Oryzasil, as fábricas de descasque de arroz se livram de um de seus problemas, acompanhando custos reduzidos e protegendo o meio ambiente.A missão da Oryzasil é reduzir a poluição ambiental reutilizando todo o potencial subexplorado e sustentável das cascas de arroz.

RS: Eleição na Federarroz para gestão 2019-2022 terá chapa única

RS: Eleição na Federarroz para gestão 2019-2022 terá chapa única

Agenda Agronegócio Comunicação Notícias

As eleições na Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) terá chapa única. O pleito está marcado para o próximo dia 15 de maio em Porto Alegre. O atual vice-presidente da entidade, Alexandre Velho, encabeça a chapa para a gestão 2019-2022, que terá como vice na próxima gestão Roberto Fagundes Ghigino, atualmente presidente da Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana.

Alexandre Azevedo Velho, 51 anos, é produtor rural em Mostardas (RS) onde foi presidente da Associação dos Arrozeiros do município. Na atual gestão ocupou o cargo de vice-presidente da Federarroz, participando ativamente das ações da entidade. O dirigente vai substituir o atual presidente, Henrique Dornelles, que passará no próximo mandato ao cargo de presidente do Conselho Consultivo.

Confira a nominata

Presidente: Alexandre Velho
Vice-presidente: Roberto Fagundes

Diretor Financeiro Titular: Márcio Silveira
Diretor Financeiro Suplente: Gustavo Thompson
Secretário Titular: Fernando Lopa
Secretário Suplente: Elton Machado

Diretor Regional Fronteira Oeste: Ariosto Pons
Diretor Regional Campanha: Cristiano Cabrera
Diretor Regional Depressão Central: Jair Buske
Diretor Regional Zona Sul: Denis Nunes
Diretor Regional Planície Costeira Interna: José Carlos Gross
Diretor Regional Planície Costeira Externa: Luiz Carlos Machado

Conselheiro Fiscal Titular: Rafael da Silva Pinto
Conselheiro Fiscal Titular: João Alberto Dutra Silveira
Conselheiro Fiscal Titular: Celso Bartz
Conselheiro Fiscal Suplente: Rafael Busato
Conselheiro Fiscal Suplente: José Haroldo Cadorim
Conselheiro Fiscal Suplente: Cleo Guimarães

Presidente do Conselho Consultivo: Henrique Dornelles

Gedeão Pereira defende criação do seguro agrícola rural contra intempéries. Cerimônia marca posse da nova diretoria da Farsul

Gedeão Pereira defende criação do seguro agrícola rural contra intempéries. Cerimônia marca posse da nova diretoria da Farsul

Agenda Agronegócio

Uma cerimônia muito prestigiada ocorrida na noite de sexta-feira (14/4) no sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul marcou a posse da nova diretoria da entidade. A solenidade que empossou Gedeão Silveira Pereira como presidente da Farsul contou com a presença do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do governador do RS, Eduardo Leite, e do presidente da CNA, João Martins de Souza Júnior, o escolhido para dar posse aos integrantes da nova gestão. Também participaram os senadores Lasier Martins e Luis Carlos Heinze, o prefeito do Porto Alegre, Nelson Marchezan, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira, entre outras autoridades e representes de federações da agricultura de todo o País e de sindicatos rurais e produtores do Estado.

DiretoriadaFarsul
Diretoria da Farsul Foto: Tiago Francisco/Farsul

Gedeão centrou o seu discurso no desafio de o País retomar o caminho da competitividade, que exige muito trabalho e eficiência. O presidente ressaltou sobre a necessidade de se fazer as reformas e trabalhar por elas. “Esse direcionamento exige muita coragem para o enfrentamento. Parte importante dessa mudança está nas mãos dos deputados federais”, disse. Em relação ao setor, pontuou mudanças importantes como a criação do seguro agrícola rural contra intempéries, o que certamente também impactaria na redução do custo do financiamento para o setor.

Em seu pronunciamento, Ricardo Salles destacou que o governo está comprometido a ajudar o setor produtivo continuar como o principal motor do desenvolvimento do Brasil. “O presidente Jair Bolsonaro é entusiasta e apoiador do agronegócio”, afirmou. Salles ressaltou que o meio ambiente tem a agricultura como o seu principal parceiro. “É o homem do campo que cuida do meio ambiente no Brasil. E o nosso País deu exemplo de sustentabilidade para todo o mundo.
O governador Eduardo Leite reforçou que o agronegócio é a sustentação da balança comercial do RS e que o papel do governo é se dedicar aos fatores externos que permitam melhor condição de competitividade para quem produz. Entre as iniciativas do governo para aumentar o apoio ao setor listadas por Leite, estão concessão de rodovias e hidrovias no Estado para a iniciativa privada . “Assim, será possível acelerar investimentos em dragagem e sinalização dos rios e melhorar as estradas que fazem o escoamento da produção. A cerimônia também marcou a apresentação na nova logomarca do Senar feita pelo superintendente do Senar Administração Central, Daniel Carrara, e a posse do dos novos conselhos Administrativo e Fiscal e da nova diretoria executiva do Senar-RS, que tem como superintendente Eduardo Condorelli.

1312482857762
Cerimônia de posse de Gedeão Pereira, na Farsul Foto: Tiago Francisco/Farsul

 

RS: Gedeão Pereira toma posse hoje para mais um mandato na FARSUL

RS: Gedeão Pereira toma posse hoje para mais um mandato na FARSUL

Agenda Agronegócio Comunicação Notícias

Toma posse hoje a Diretoria da FARSUL – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Conselhos Administrativo e Fiscal SENAR-RS e da Diretoria Executiva SENAR-RS , para a gestão da federação de agricultura mais antiga do país, com 91 anos. O presidente eleito, Gedeão Pereira, e sua diretoria, iniciou seu mandato no dia primeiro de janeiro de 2019 e vai até 31 de dezembro de 2021. Gedeão será o 24º presidente da Farsul. Ele, trabalha juntamente com mais trinta diretores, todos produtores rurais.

30714527737_33c35ef5f6_oMédico veterinário, formado em 1971 pela Universidade Federal de Santa Maria, Gedeão Silveira Pereira é produtor rural, proprietário e administrador da Estância Santa Maria com produções de Pecuária de Corte (raças hereford e polled hereford) com manejo em pastagens de azévem, trevo e cornichão e agricultura de arroz, soja e sorgo e florestamento de eucaliptos.

Foi diretor da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford e presidente do Sindicato/Associação Rural de Bagé por dois mandatos. Presidiu a Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, onde, também, foi vice-presidente por quatro mandatos e vice-presidente da CNA. Preside a Federação, desde dezembro de 2017, após o falecimento de Carlos Sperotto. Pela mesma razão, é presidente do Sebrae/RS e vice-presidente do Fundesa. É o responsável pelas negociações de comércio exterior da CNA e presidente do Fórum Mercosul da Carne.

Pela primeira vez, São Sepé terá formatura do Curso Técnico em Agronegócio

A cidade de São Sepé verá, no dia 29 de março, a formatura da sua primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio, oferecido pelo SENAR-RS. A região ganhará 48 novos técnicos habilitados para atuar tanto em propriedades rurais quanto em indústrias e no setor de serviços com ligação com o agronegócio.  São Sepé é a segunda cidade no Rio Grande do Sul a realizar a formatura de alunos do curso. A primeira foi Cruz Alta, onde fica o outro polo de ensino.

A turma que está concluindo os estudos ingressou no curso há dois anos e passou por várias etapas, desde a participação em fóruns virtuais, a visitas de campo e até um elaborado trabalho de conclusão que desafiou os alunos a exercitar as habilidades e conhecimentos aprendidos ao longo de quatro semestres.

O conteúdo apresentado no curso foca na gestão do agronegócio e prepara alunos para atuarem na assistência técnica, gestão e comercialização, visando os diferentes segmentos e cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. A cerimônia de conclusão de curso acontecerá no dia 29 de março, às 19h, na Associação de Funcionário da Cotrisel (Estrada Alto do Posto, s/nº, São Sepé).

Cruz Alta forma mais uma turma no Curso Técnico em Agronegócio

Agronegócio Economia Educação Negócios Notícias

 

O Rio Grande do Sul contará com 85 novos técnicos em Agronegócio, formados pelo SENAR-RS, aptos a atuar em propriedades rurais, indústrias e serviços ligados ao meio rural neste mês. São duas novas turmas que concluíram a formação de dois anos nos polos de Cruz Alta, que ocorre nesta sexta, 22 e março e em São Sepé, que ocorre dia 29.

O principal objetivo do programa  é formar e qualificar profissionais para a aplicação dos procedimentos de gestão e comercialização do agronegócio, com ênfase na variedade de segmentos e cadeias produtivas do Brasil.

A formanda Karina Marques Wolf credita a entrada no mercado de trabalho ao fato de estar buscando mais qualificação: “Foi fundamental o fato de este curso ser realizado parcialmente à distância, porque eu não teria como frequentar diariamente o Polo e trabalhar em Santa Maria. O material fornecido para o estudo é de altíssima qualidade e os professores estavam sempre nos incentivando a ler e participar. É algo que a região estava precisando, porque existe muito potencial”, afirma Karina.

No polo de São Sepé será a primeira vez que uma turma conclui o curso, mas antes mesmo de receber o certificado, os formandos já estão colocando os conhecimentos em prática. Todos estarão aptos para exercer função técnica, e colocar em prática os conhecimentos adquiridos.

A formatura em São Sepé acontece na próxima sexta, dia 29 de março.

Emater/RS-Ascar estima prejuízos causados por chuvas no RS

Emater/RS-Ascar estima prejuízos causados por chuvas no RS

Agronegócio Comunicação Notícias

Levantamento feito pela Emater/RS-Ascar buscou captar os efeitos das chuvas excessivas, que chegaram a mais de 600 mm em alguns municípios do RS em apenas uma semana, especialmente na Campanha e Fronteira Oeste do Estado. “O levantamento aponta para prejuízos significativos, especialmente para alguns municípios e para agricultores de áreas mais baixas e próximas aos rios, que saíram do leito nesse período”, desta o diretor técnico da Instituição, Lino Moura.

Foram levantados dados de 52 municípios das regiões onde a intensidade das chuvas foi maior e onde prefeituras e entidades apontaram prejuízos mais significativos. Destes municípios, 16 decretaram situação de emergência.

O cultivo mais atingido foi o arroz irrigado, com 50.300 hectares alagados por rios e com perdas estimadas em 461 mil toneladas, totalizando R$ 342 milhões de prejuízo estimado. Avaliação mais consistente poderá ser feita após o retorno da normalidade dos níveis dos rios. Mais de 1.500 produtores foram atingidos pelo excesso de chuvas em 223 mil hectares, 22% da área cultivada com arroz no Estado. Além disto, nestas e em outras áreas poderão haver perdas pela falta de radiação/luminosidade no período, o que só poderá ser avaliado com a evolução das lavouras, pois em função das condições climáticas alguns tratos culturais, como adubação de cobertura e controle de doenças, ficaram prejudicados. A área total cultivada com arroz irrigado nesta área é 518 mil hectares, ou seja, mais da metade da área cultivada no RS.

Nas lavouras de soja destas mesmas regiões, que totalizam pouco mais de 1 milhão de hectares cultivados, estima-se que ocorreu prejuízos em 275 mil hectares, atingindo 1.950 produtores e ocasionando perdas de 339 mil toneladas que, a valores atuais, representa uma perda de R$ 435 milhões somente nestes 52 municípios. Municípios de outras regiões também terão perdas por falta de luminosidade e excesso de água no solo, mas ainda é cedo para uma avaliação mais consistente. O controle de pragas e doenças também foi prejudicado em alguns locais pelas chuvas e excesso de umidade no solo.

Na cultura do milho foram atingidos, nestas regiões, 13.500 hectares, com perdas de 14,2 mil toneladas, representando um prejuízo de R$ 9 milhões para 700 produtores atingidos.

Na fumicultura, 4.340 produtores foram atingidos, com estimava de perdas de 1.550 toneladas de produto. Além disso, outros 378 produtores tiveram prejuízos na produção de hortigranjeiros, em diversos cultivos.

Também é de salientar mais de 25.000 km de estradas danificadas e 301 comunidades foram identificadas com dificuldade de escoamento da produção, onde 537 produtores de leite foram prejudicados pelo não recolhimento da produção durante alguns dias, estimada em 625 mil litros de leite não recolhidos nestas regiões.

As atualizações das perdas serão feitas à medida que as águas baixarem e os prejuízos forem contabilizados.

RS: Arroz apresenta adequado desenvolvimento e condição fitossanitária boa

RS: Arroz apresenta adequado desenvolvimento e condição fitossanitária boa

Agronegócio Comunicação Destaque Notícias

Para a cultura do arroz, predomina no Estado a fase de desenvolvimento vegetativo com 68% das lavouras e 25% em floração. A cultura apresenta desenvolvimento normal e adequado, além de condição fitossanitária boa. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras mostram um bom stand de plantas e o vigor também é considerado satisfatório. As lavouras estão sendo manejadas com adubação em cobertura e irrigação, com aplicação de herbicidas pós-emergentes e fungicidas, além da segunda aplicação de cobertura com nitrogênio.

Nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, principalmente, o clima da última semana com chuvas intensas provocou alagamentos e enchentes em vários municípios da região. Decretaram situação de emergência os municípios de Alegrete, Bagé, Dom Pedrito, Lavras Do Sul, Quaraí, Rosário do Sul, São Gabriel e Uruguaiana. Os estragos na infraestrutura se deu em estradas, boeiros, pontilhões e pontes, além de perdas na agropecuária. Muitas lavouras de arroz e soja estão submersas, levando o setor a avaliar e quantificar perdas ocasionadas pelas enchentes. Em Maçambará, 10% do total da área de arroz plantada, de 16 mil hectares, está submerso. Em Manoel Viana, são em torno de 500 hectares e, em Uruguaiana, cerca de 6 mil hectares.

A cultura do milho no estado está principalmente no estágio de enchimento de grãos, variando nas regiões, onde na Região da Produção, a gramínea em sua maioria encontra-se na fase da formação de enchimento de grãos. Já nas áreas próximas ao Rio Uruguai houve início da colheita, mas avançou pouco na semana em função das chuvas. O bom desenvolvimento da cultura tem resultado em boa produtividade inicial, com expectativa de 8,4 mil kg/ha na região. O milho destinado para silagem apresenta oscilação no rendimento. No município de Catuípe, medições feitas mostraram as grandes diferenças entre lavouras, variando entre 25 e 70 t/ha, principalmente por fatores como fertilidade do solo, adubação, variedade e densidade. O milho safrinha está sendo implantado no estado, principalmente em áreas que tiveram colheita da cultura do fumo e do feijão 1ª safra.

O clima com chuvas generalizadas no período, associado às altas temperaturas, proporcionaram um bom crescimento e desenvolvimento da soja. O crescimento rápido preencheu os espaços em áreas que ficaram com baixa densidade, finalizando, assim, as pulverizações de herbicidas em pós-emergência para controle de ervas daninhas. No geral, o desenvolvimento está normal. No entanto, na Região da Produção, os problemas no plantio apresentam um atraso no desenvolvimento das lavouras, comparado aos anos de normalidade na instalação da cultura. Quanto aos estádios fenológicos da soja, a maior parte das lavouras do estado está em desenvolvimento vegetativo, 35% das áreas está em floração e 12% em início da granação.

Os tratos culturais com fungicida foram intensos, visando a prevenir a ocorrência de doenças, especialmente da ferrugem asiática, devido à constatação de focos no estado. A entrada em algumas lavouras foi dificultada pela alta umidade. Essa atividade de aplicação fungicida deverá seguir pelos próximos 45 dias, variando entre lavouras e nos intervalos recomendados entre uma aplicação e outra, acarretando um aumento de aplicações de fungicidas nesta safra. Em relação aos ataques do tamanduá da soja e de lagartas, estes diminuíram em relação à semana anterior, embora com algumas aplicações de inseticidas. Cultivares de soja super precoces de ciclo indeterminado serão colhidos em final de janeiro, possibilitando o plantio de safrinha.

A colheita do feijão 1ª safra está se encaminhando para o final, com 42% da área estimada para o estado colhida. Está finalizada nas regiões ao Norte do e em outras se encaminha para o final. No geral, a safra obteve produtividade boa, com exceção nas regiões do Rio da Várzea e do Médio Alto Uruguai, onde, em função de chuvas excessivas no momento da floração, a produtividade totalizou uma tonelada por hectare. Áreas novas estão sendo implantadas, representando 20% das áreas em germinação e desenvolvimento vegetativo. Na Fronteira Noroeste e Missões, as últimas chuvas estão beneficiando o plantio das lavouras de safrinha, propiciando uma boa germinação e um bom desenvolvimento vegetativo.

RS: Pecuaristas se dividem sobre vacina da aftosa

RS: Pecuaristas se dividem sobre vacina da aftosa

Agronegócio Comunicação Economia Negócios Notícias

Um encontro realizado no Sindicato Rural de Dom Pedrito, ontem, debateu os ganhos e riscos da retirada da vacinação contra a febre aftosa no Estado e teve como palestrantes o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, e o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, José Fernando Dora. Não houve consenso entre o grupo sobre o que é melhor para o Estado, mas segundo Rodrigo Coradini, presidente em exercício do sindicato, a maioria dos presentes se posiciona contra a retirada antecipada. O fim da vacinação nacional está previsto para 2023. “Eu confesso que ainda não tenho certeza sobre o que é melhor. Foi justamente para entender questões técnicas de sanidade e de mercado que fizemos o evento. Mas aqui ainda é muito forte o trauma de Joia, quando em 2000 houve aquele abate de gado em massa. Então, a maioria se posiciona contra a retirada”, explica Coradini.

Leia mais no Jornal do Comércio

Porto Alegre: Bairro Belém Velho recebe a 28ª Festa da Uva e da Ameixa

Porto Alegre: Bairro Belém Velho recebe a 28ª Festa da Uva e da Ameixa

Agenda Agronegócio Cidade Notícias
A 28ª Festa da Uva e da Ameixa de Porto Alegre prossegue neste domingo, 13. Um dos mais tradicionais eventos do calendário da cidade, ocorre no CTG Estância da Figueira, na rua Doutor Vergara, 5.345, bairro Belém Velho. Presente na abertura da festa o vice-prefeito Gustavo Paim destacou a importância dos produtores rurais e o quanto contribuem com a qualidade de vida e a economia da cidade. “Sou produtor rural, e sei bem das dificuldades deste importante segmento e o quão difícil é ser um produtor rural em uma metrópole como Porto Alegre. A zona rural é o pulmão da nossa Capital, somos privilegiados pelo esforço dos produtores de nos proporcionar estes alimentos de alta qualidade”, finaliza Paim.

A festividade acontece nos dias 19 e 20 de janeiro, das 9h às 20h. O evento tem entrada gratuita e conta com bancas para comercialização de frutas, flores, artesanato, além de apresentações musicais e danças. A Festa da Uva e da Ameixa é uma realização dos produtores rurais, da Associação Comunitária Belém Velho (Ascobev) e do CTG Estância da Figueira, com o apoio institucional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Emater/Ascar e do Sindicato Rural de Porto Alegre.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade, frisou a parceria do executivo com os produtores em prol da valorização da atividade agrícola na Capital. “Os produtores rurais são importantes neste processo, não só para o sustento das suas famílias, mas também para o desenvolvimento econômico de Porto Alegre. Em parceria, queremos ampliar o número de famílias produtoras para a próxima edição da festa da uva e da ameixa” comenta Cidade.

A previsão é que a safra deste ano chegará a 120 toneladas de uva e 100 toneladas de ameixa. Segundo o Sindicato Rural, a capital contabiliza 760 produtores de diversos produtos cadastrados. Estes produtores recebem a assistência dos técnicos do Centro Agrícola Demonstrativo (CAD) da SMDE e da Emater. As frutas também são comercializadas na área central da cidade para facilitar o acesso ao consumidor e o escoamento da safra. Os produtos estão na Praça Parobé, ao lado do Largo Glênio Peres, no Centro Histórico. A feira funciona durante o mês de janeiro e fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

A abertura oficial da 28ª Festa da Uva e da Ameixa contou com a presença do vice-prefeito de Porto Alegre Gustavo Paim; secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Eduardo Cidade; secretária municipal de Desenvolvimento Social Nádia Gerhard; deputado federal Maurício Dziedricki; deputados estaduais Sebastião Melo, Dr. Thiago Duarte e Adolfo Brito, além de representantes da Emater/Ascar, Sindicato Rural de Porto Alegre, Associação Comunitária do Belém Velho e do CTG Estância da Figueira.

Origem – Ainda que o evento realizado em Caxias do Sul seja mais conhecido, a primeira Festa da Uva do Estado foi realizada em 1910 em Porto Alegre, enquanto que na Serra iniciou-se em 1931, nos salões do Recreio da Juventude. Realizada em janeiro, a festa da Capital acontece cerca de 30 dias antes da de Caxias em função do microclima, que oportuniza a antecipação do período de colheita.

Linha Turismo – Quem quiser vivenciar uma experiência diferenciada poderá optar por acessar a Festa da Uva e da Ameixa por meio do ônibus Linha Turismo, que fará paradas de 20 minutos no local da festa. O valor do ônibus Linha Turismo é R$ 30 (a ser pago exclusivamente no local do embarque). Para mais informações faça contato pelo telefone (51) 3289-6765. O passeio estará condicionado à lotação mínima de dez passageiros, podendo ser cancelado por mau tempo.