Para Farsul, Plano Safra 2019/2020 não é o ideal, mas o possível

Para Farsul, Plano Safra 2019/2020 não é o ideal, mas o possível

Agronegócio Destaque Economia Negócios

O Governo Federal anunciou que o Plano Safra 2019/2020 contará com R$ 225,59 bilhões. Com o slogan “Uma só agricultura alimentando o Brasil e o mundo”, é o primeiro plano com os ministérios unificados após duas décadas, contemplando conjuntamente pequeno médio e grande produtor. A ministra Tereza Cristina destacou o papel da agricultura nacional na garantia da segurança alimentar ao Brasil e aos mais de 160 países parceiros. Para o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, o plano está distante do que seria o ideal, mas é o que foi possível na atual realidade. Ele participou da cerimônia realizada no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (18/6).

Gedeão Pereira considera que “é o primeiro passo para uma mudança maior. Há um entendimento que essa política agrícola não satisfaz as necessidades do produtor do século XXI e a ministra tem consciência que, com os recursos que dispõe e o orçamento feito pelo governo passado, o máximo de mudança que seria possível neste ano é essa”, pondera. Um ponto positivo para o presidente do Sistema Farsul é a unificação do plano. “Reunir em uma política agrícola pequenos, médios e grandes, mas sem deixar de diferenciá-los nas suas idiossincrasias, é uma vitória da agricultura, que abandona diferenças que não são conceituais, mas ideológicas depois de 20 anos”, avalia.

Do montante disponibilizado, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Para investimentos, são destinados outros R$ 53,41 bilhões com taxa de juros variando entre 3% e 10,5% ao ano para os programas. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, considera excelente os instrumentos de Crédito Rural apresentados, “é como abrir uma janela em uma sauna”, compara.

Ele destaca que os juros para os produtores que não se enquadram no Pronaf ou Pronamp subiram 1%, mesmo com a expectativa da redução da Taxa Selic para o final do ano para 5,75% apontada pelo Relatório Focus. “São enormes as chances de oferta de juros livres abaixo dos controlados. Isso acontecendo não haverá razão para manutenção dessa política agrícola atual. Tem coisas muito melhores para fazer com essa subvenção”, avalia o economista. O plano conta com a ampliação dos recursos LCA para o crédito rural para R$ 55 bilhões, além da permissão para que a CPR seja emitida com correção pela variação cambial. Para Luz, a CPR em dólares abre a porta para o investimento estrangeiro.

Também foi anunciado o maior valor já destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), atingindo R$ 1 bilhão. O objetivo do governo é de que cerca de 150,5 mil produtores rurais tenham a safra segurada em 2020. A estimativa é a contratação de cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Dois pontos receberam especial destaque de Gedeão Pereira. O Fundo de Aval Fraterno, que irá facilitar a renegociação de dívidas dos produtores rurais. “É o reconhecimento do governo de que há um processo de endividamento, em especial na área orizícola e com a metade sul do estado que não vem sendo feliz com as colheitas de soja e busca uma solução”, comenta. O outro é o Patrimônio de Afetação que permite ao produtor desmembrar sua propriedade como garantia nos financiamentos agropecuários.

Para o futuro, Gedeão informa que o trabalho é de uma mudança na estrutura do crédito. “Gostaríamos de evoluir para um crédito baseado em apólice de seguro, onde o produtor antes de acessar ao sistema financeiro seguraria sua lavoura e estaria livre no mercado financeiro para buscar recursos em qualquer banco”, explica. Para o presidente do Sistema Farsul, isso acabaria gerando a redução nas taxas de juros.

Ouça entrevista com o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira

RS: Jovens em Campo reuniu mais de 300 líderes da nova geração do agro

RS: Jovens em Campo reuniu mais de 300 líderes da nova geração do agro

Agenda Agronegócio Economia Negócios Notícias

Prestar mais atenção ao cotidiano, estabelecer conexões, encarar as mudanças e imperfeições como oportunidades e seguir os melhores mentores foram alguns conselhos valiosos que mais de 300 jovens do agronegócio receberam no seminário Jovens em Campo, a 100ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio. O evento terminou neste sábado (15), no Centro de Convenções do Hotel Wish Serrano, em Gramado/RS, após dois dias de rica troca de conhecimentos, palestras técnicas, dinâmica de grupo e debates sobre a importância da representação do produtor rural nas mais diversas frentes.

Atração bastante aguardada pelo público, o escritor e especialista em agronegócio, marketing e new media pelas universidades norte-americanas de Harvard, Pace e MIT, José Luiz Tejon Megido, deu uma aula sobre as atitudes mais importantes para o crescimento pessoal e profissional. “O fundamento da sucessão é a mentoria. A melhor coisa que eu posso fazer hoje é decidir com quem eu vou enfrentar as vicissitudes do futuro”, afirmou o painelista, para logo acrescentar que nem sempre os mentores mais adequados estão na família genética.

Megido também sugeriu aos jovens uma nova visão acerca da imperfeição, que seria a única maneira de alavancar a vida. Depois, defendeu a meta de praticamente dobrar o tamanho da agropecuária brasileira até 2024, prevendo que em breve o agronegócio consistirá em um “algoritmo a ser desvendado” e incentivando as novas gerações a prestarem atenção às diferentes realidades e ideias que acessam no dia a dia.

48064285607_a855124658_zA diretora técnica da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e líder de Impacto Social do Tecnopuc, Gabriela Ferreira, mostrou alguns exemplos nesse sentido, como startups que tentam mudar a realidade tecnológica das propriedades rurais e desafios e oportunidades do agro neste século — entre eles o elevado índice de desperdício de alimentos no Brasil, 1 bilhão de toneladas por ano, e o crescimento no consumo de produtos saudáveis, 98% entre 2009 e 2014, com projeção de mais 4% anuais até 2021. “Mais do que os pontos, é a maneira como eles são conectados que faz a diferença”, disse. “Temos que olhar para o que a organização sabe fazer, o que o mercado valoriza e o que é viável. É isso que gera inovação e resultados.”

Outro palestrante no painel de inovação foi o agrônomo e jornalista Donário de Almeida, que apresentou conceitos da agricultura 4.0. Depois de apresentar tecnologias de automação, big data, internet das coisas, biotecnologia e monitoramento inteligente para a agropecuária, argumentou que a tendência é de que os lançamentos sejam rápidos e ininterruptos nos próximos anos. Ele convidou o vice-presidente de marketing e vendas da AGCO, Werner Santos, para completar o raciocínio.

Na sequência, o Jovens em Campo apresentou três casos de sucessão rural com um aspecto relevante em comum: filhos que saem e depois voltam para casa, para tocar o negócio da família. Para Gedeão Avancini Pereira, de Bagé, foram as experiências longe da propriedade que o fizeram valorizar mais o negócio. Fernanda Costabeber, de São Sepé, quis provar ao pai que era capaz de colocar a fazenda em outro patamar. E Fernanda Gehling, de Camaquã, lembrou da paixão da família pela terra, desde a infância, na hora de tomar a decisão. Hoje, garantem que não trocam o trabalho por nada.

Durante a tarde, os três participantes do CNA Jovem 2019 — Etapa Nacional falaram sobre a experiência no programa de formação de jovens lideranças do setor. Natacha Lüttjohann, Paula Hofmeister e Edilberto Farinha foram até para as ruas de Vila Madalena, em São Paulo, defender a importância da agropecuária brasileira no dia a dia da população. Quem introduziu o assunto foi a assessora de comunicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Camila Telles.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou na sequência as agendas políticas “do passado” e “do futuro” da entidade, que participa de um total de 215 grupos em nível nacional com o objetivo de firmar a posição do setor tanto em discussões antigas (endividamento, assuntos fundiários, infraestrutura) quanto para trabalhar tendências (novas tecnologias, formas de comercialização, fontes de crédito, seguro). “O agro brasileiro é sustentável, gera divisas e tem problemas muito menores do que as pessoas pensam”, disse.

A atividade final do evento teve protagonismo dos jovens, a partir de uma dinâmica de grupo proposta pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae/RS), o Work Café. Os participantes foram divididos em várias mesas pelo salão, cada uma contendo uma pergunta secreta diferente num envelope, e tinham 10 minutos para discutir o problema e lançar ideias, rabiscando cartazes e abusando da criatividade. Quando o cronômetro chegava no zero, eles trocavam de mesa, conforme planilha entregue individualmente. Os únicos fixos em seus lugares eram os anfitriões, que terminada a dinâmica, apresentaram os insights no palco. Os temas foram liderança, sustentabilidade, gestão, sucessão, comunicação, associativismo, inovação e institucional.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, encerrou o evento garantindo que os “quadradinhos coloridos” chegariam à mesa da diretoria da entidade, porque o trabalho da Federação é um “somatório de inteligências”. “Precisamos que vocês voltem para casa e provoquem as nossas bases, com esse manancial de informações que antes não tinham. Levem aquilo que representamos para o país, para o consumo da população, com vistas para o mundo inteiro, que nos olha como solução para os seus problemas alimentares”.

RS: Farsul apresenta impacto da safra 2019 na economia gaúcha. Gedeão Pereira alerta para aumento do endividamento colocando em risco a atividade nas próximas safras

RS: Farsul apresenta impacto da safra 2019 na economia gaúcha. Gedeão Pereira alerta para aumento do endividamento colocando em risco a atividade nas próximas safras

Agronegócio Comunicação Notícias

A Farsul apresentou nesta quarta-feira (12/6) um levantamento que aponta o impacto das lavouras gaúchas na economia do Estado. Foram considerados os números da safra 2019, cruzados com dados divulgados pelo IBGE referente ao mês de abril. De acordo com o estudo, para cada R$ 1 colhido no campo, são gerados outros R$ 3 para o RS, se considerada toda a cadeia produtiva do agronegócio. A produção de grãos teve aumento total de 4% frente ao ano passado, puxada por culturas como milho (26%) e trigo (17%), em paralelo à forte queda da cultura do arroz (13%).

Para este ano, o PIB do agronegócio gaúcho está estimado em mais de R$ 108 bilhões, 3,2% abaixo do ano passado. Apesar do Estado registrar maior volume produzido, a safra 2019 foi marcada por um Valor Bruto de Produção (VBP) 3% menor. Um dos fatores que contribuíram para a queda foi a inflação, que reduziu os preços no quadro geral em 2% comparado a abril de 2018 – esta redução dos preços ocorreu mesmo após  9% de aumento no último mês de dezembro, quando as lavouras estavam se formando. Além disso, 88% do faturamento da safra 2019 foram destinados ao pagamento de custos operacionais, 12% a mais do que no ano anterior.

94666269729401Esses custos operacionais envolvem gastos com insumos, como fertilizantes, e serviços, além de transporte para o escoamento de grãos. Isso comprova a importância do agronegócio para a economia gaúcha, justamente por envolver uma grande cadeia de empresas e indústrias de diferentes segmentos, incluindo petroquímico, metal mecânico, financeiro, construção civil, entre outros. A riqueza gerada pelo campo e compartilhada com os fornecedores ultrapassou a marca dos R$ 29 bilhões.

Para o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, com lucro menor, a tendência é de aumento do endividamento do produtor colocando em risco a sua manutenção na atividade nas próximas safras.

O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, destacou que apenas 12% do VBP sobra para o produtor. “Desse percentual, ela ainda tem de atender a folha de pagamento, impostos, manutenção de capital, restando uma margem de lucro ainda menor. Ou seja, mesmo produzindo mais, faturou menos. Esse achatamento das margens corrigem uma ideia distorcida de que a riqueza fica com o produtor. Na verdade, é apenas uma pequena parte”, analisa.

Confira entrevista com o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz.

Apresentação do impacto da safra 2019 na economia do RS (PDF)

Exportações de carne suína crescem 41% em maio. Vendas do setor geram receita 54,6% maior no mês

Exportações de carne suína crescem 41% em maio. Vendas do setor geram receita 54,6% maior no mês

Agronegócio Economia Negócios Notícias

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 67,2 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O volume é 41% superior ao realizado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 47,7 mil toneladas.

Em receita, as vendas do quinto mês do ano chegaram a US$ 143,8 milhões, saldo 54,6% maior que o resultado alcançado no mesmo período de 2018, com US$ 93 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a maio), as exportações de carne suína chegaram a 282,9 mil toneladas, volume 16,3% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com 243,3 mil toneladas.

Já o saldo cambial totalizou US$ 562 milhões, número 11,9% maior que os US$ 502,2 milhões gerados nos cinco primeiros meses de 2018.

A China disparou entre os destinos das exportações brasileiras.  Com 31,9% dos embarques, importou 21,1 mil toneladas em maio, volume 51% maior em comparação com o mesmo período do ano passado.

“A questão sanitária vivida pela produção chinesa dá sinais mais fortes no ritmo de importações.  A fatia da participação chinesa nas exportações brasileiras é a maior já registrada”, explica Francisco Turra, presidente da ABPA.

Outro mercado impactado por focos de Peste Suína Africana, o Vietnam, que importou apenas 26 toneladas em maio de 2018, elevou suas compras em quase 7000%, totalizando 1,82 mil toneladas em maio.

O Chile também se destacou entre os importadores.  O país sul-americano praticamente dobrou suas importações (+99%) de carne suína do Brasil, chegando a 4,1 mil toneladas no quinto mês deste ano.

“Outros mercados relevantes para o Brasil, como Hong Kong (+1%), Angola (+75%), Uruguai (+68%) e Argentina (+54%) também incrementaram suas compras em maio. A ampliação do saldo acumulado entre janeiro e maio indicam, também, um fechamento de semestre com previsão positiva para os embarques de carne suína”, reforça Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

RS: Breier entrega portaria aos novos integrantes da Comissão de Direitos Agrários

RS: Breier entrega portaria aos novos integrantes da Comissão de Direitos Agrários

Agenda Agronegócio Notícias Trabalho

O presidente da OAB/RS, Ricardo Breier, e o membro honorário do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, estiveram presentes à reunião da Comissão Especial do Direito Agrário e do Agronegócio. A ocasião teve como objetivo tratar de pautas de interesse da comissão e também ocorreu a entrega de portaria aos novos e às novas integrantes. A reunião foi presidida pelo presidente da CEDAA, Ricardo Alfonsin, e ocorreu na sede da Ordem 30_30174_5cfeabbc8d70egaúcha.

A reunião também contou com as palestras dos deputados Pedro Westphalen, Alceu Moreira e do Presidente da FECOAGRO, Paulo Pires.

Ministério suspende exportação de carne bovina para a China

Ministério suspende exportação de carne bovina para a China

Agronegócio Comunicação Economia Notícias

O Ministério da Agricultura confirmou a suspensão temporária de certificados sanitários para a exportação de carne bovina para a China. A medida ocorre após a notificação de ocorrência de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina, também conhecida como mal da vaca louca, no Mato Grosso. O registro da doença foi informado na última sexta-feira (31) e, de acordo com a pasta, trata-se de uma ocorrência isolada e sem risco para a população. De acordo com a pasta, a suspensão automática atende a um protocolo entre os dois países assinado em 2015. O ministério explicou que não se trata de uma proibição, pois sem o certificado não pode ser feita a exportação.

“No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015”, informou a pasta, em nota.

Ainda segundo o governo brasileiro, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), após análise da ocorrência, manteve inalterado o status sanitário do Brasil, que segue como de “risco insignificante” para a doença.

Segundo a Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, o caso foi registrado numa vaca de corte de 17 anos. O animal foi abatido e teve o material de risco de contaminação retirado e incinerado no próprio matadouro. Os produtos derivados da vaca foram identificados e apreendidos preventivamente.

Com as medidas preventivas tomadas, a pasta descartou o risco de a doença passar para a população porque não houve ingresso de nenhum resíduo do animal na cadeia alimentar de humanos e de ruminantes. Todos os países importadores do produto brasileiro também foram informados.

As exportações de carne bovina para os demais países não foram afetadas. O acordo de suspensão temporária é específico com a China.

Sobre a doença
Doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos pela ingestão de carne contaminada, o mal da vaca louca é causada por proteínas alteradas e não tem cura nem tratamento. O cérebro das vítimas perde massa e torna-se uma esponja, com o paciente sofrendo acelerada deterioração mental e entrando em coma em poucos meses. Não existe transmissão de uma pessoa para outra.

No fim dos anos 1990, alguns países da Europa enfrentaram um surto de casos de vaca louca por causa do consumo, por outros animais, de ração processada de bovinos afetados pela doença.

ABAG: Porto Alegre sedia em junho Fórum Regional “Agronegócio Sustentável”

ABAG: Porto Alegre sedia em junho Fórum Regional “Agronegócio Sustentável”

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A cidade de Porto Alegre/RS recebe uma nova edição do Fórum Regional ABAG, que terá como tema central o “Agronegócio Sustentável”, passando pelos desafios que o assunto envolve. O evento, marcado para o dia 7 de junho próximo, das 08h às 12h, no auditório da Farsul, situado à Praça Prof. Saint Pastous, 125, é organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), conta com o patrocínio da Syngenta e com o apoio institucional da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), da Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul (Sargs) e do Sindicato Nacional da Indústria de e Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

save-the-date-syngentaServiço:
Fórum Regional ABAG
Tema: Desafios do Agronegócio Sustentável
Data: 7 de junho de 2019
Local: Auditório da Farsul – Praça Prof. Saint Pastous, 125 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS
Horário: 08h às 12h

Favor confirmar presença pelo e-mail:forum@abag.com.br

Agronegócio: Confederação Nacional da Agricultura inicia visita e encontros na China. Confiram uma entrevista com o presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

Agronegócio: Confederação Nacional da Agricultura inicia visita e encontros na China. Confiram uma entrevista com o presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

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A comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na segunda (13), a agenda na China com uma visita à Seesaw Coffee, empresa pioneira de cafés especiais que fica em Xangai. A Confederação integra a missão que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está fazendo pelo continente asiático. Na China, o foco será o mercado de proteínas e lácteos. “Estamos com grande expectativa porque o mercado chinês é hoje o grande mercado para o agronegócio brasileiro. Amanhã visitaremos a Sial, onde vamos ter a dimensão desse mercado frente às mudanças que estão ocorrendo na China devido à peste suína africana”, afirmou o diretor de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira.

A Sial é a 4ª maior feira do mundo no setor agroalimentar. O evento acontece uma vez por ano em Xangai e o foco são carnes, lácteos, comidas congeladas e bebidas. A feira recebe aproximadamente 3,2 mil exibidores e 110 mil visitantes em cada edição. “A ministra está promovendo reuniões com investidores chineses, também teremos reuniões com o Rabobank, onde teremos uma sinalização de tudo que está acontecendo e a Sial será o grande termômetro. Esperamos ainda liberar mais frigoríficos brasileiros para as proteínas animais, seja bovina, suína ou aves”, ressaltou Pereira.

Na avaliação do presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, a missão está ajudando a reconstruir a imagem brasileira no continente, ao trabalhar o parlamento e o empresariado juntos, trazendo confiança aos asiáticos em relação aos produtores brasileiros. “Estamos construindo uma profunda relação que é necessária para o avanço do espaço comercial que precisamos ter na Ásia.”

As exportações do agronegócio brasileiro para China somaram US$ 35,59 bilhões em 2018. A missão ao país segue até quinta (16), com visitas à indústria de papel, de insumos agrícolas, à empresa de soluções em tecnologia e à Universidade Agrícola da China, em Pequim.

Confiram a entrevista do presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

Ministra confirma abertura de mercado mexicano para o arroz brasileiro

Ministra confirma abertura de mercado mexicano para o arroz brasileiro

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Em vídeo divulgado nas redes sociais do Ministério da Agricultura, a ministra Tereza Cristina confirmou o acordo com o México para a exportação de arroz brasileiro para o país da América do Norte. Ao lado do titular da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Víctor Villalobos Arámbula, durante reunião do G20, no Japão, informou que as portas do mercado mexicano estão abertas ao arroz brasileiro em contrapartida da importação de feijão daquele país.

A notícia foi comemorada pelo setor arrozeiro do país. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, salienta que esta é uma das maiores conquistas da atual gestão da Federarroz, que se encerra no meio do ano, e que foi um trabalho conjunto com outras instituições como o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), na qual o diretor comercial da época, Tiago Barata, elaborou dossiê detalhando a produção no país, da lavoura até empacotamento. “Aguardamos os detalhes e consolidação de documentos oficiais. Isso deverá repercutir positivamente no mercado nos próximos meses”, destaca.

Dornelles explica que, para os produtores, a notícia não poderia vir em um melhor momento, onde ocorre o fortalecimento tanto das cotações do arroz quanto da cotação do dólar. As conversas para a abertura do mercado mexicano ocorrem desde 2015. Na ocasião, Dornelles esteve participando de evento com representantes das Américas em Cancún, onde foram dados os primeiros passos para a negociação, pois na época já havia forte demanda pelo produto brasileiro. Já em 2017, em visita à Expodireto Cotrijal, o vice-presidente da Federarroz, Alexandre Velho, reforçou as negociações juntamente com o então embaixador mexicano, Eleazar Velasco Navarro.

Em 2015, segundo dados do Comité Nacional Sistema Producto Arroz del Mexico, os mexicanos colheram 158,35 mil toneladas de arroz, queda de 80,4% em 30 anos. Em 1985, a produção do país era de 807 mil toneladas. Enquanto isso, no mesmo período, o consumo cresceu de 850 mil para 1,1 milhão de toneladas.

Fonte: FEDERARROZ

Agronegócio: CNA inicia missão para quatro países da Ásia.

Agronegócio: CNA inicia missão para quatro países da Ásia.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) integra a comitiva empresarial que acompanhará a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, à Ásia a partir desta terça-feira, 7. Gedeão Pereira, diretor de Relações Internacionais da CNA e presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Muni Lourenço, vice-presidente da Confederação e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), e Lígia Dutra, superintendente de Relações Internacionais da CNA, participam da missão.

A viagem terá duração de 16 dias e passará por Japão, China, Vietnã e Indonésia. A intenção do governo é realizar uma série de encontros com autoridades e investidores estrangeiros.

“São quatro países importantíssimos para o agro e temos uma expectativa muito grande no sentido de aumentar o comércio com esses países, principalmente nas proteínas animais. Existe um bom espaço para ampliar com a habilitação de novos frigoríficos,” afirmou Gedeão Pereira.

Além das proteínas, o Brasil tem interesse na abertura de mercado para as frutas brasileiras e no mercado de lácteos.

Segundo levantamento da CNA, em 2018, a China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. O Japão ocupou a 6ª colocação; o Vietnã a 9ª e a Indonésia a 17ª. Juntos, esses países importaram US$ 40,67 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, ou cerca de 40% do total exportado em 2018.

A primeira parada da comitiva será no Japão, onde o grupo, composto por empresários, parlamentares, equipe ministerial e representantes de associações, ficará por cinco dias.

 

Serviço:

O que: Missão Empresarial do Mapa à Ásia

Onde: Japão, China, Vietnã e Indonésia

Quando: 07 a 22 de maio