Com apetite chinês, preços da carne podem ficar altos por anos

Com apetite chinês, preços da carne podem ficar altos por anos

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O preço da carne pode ficar nas alturas por anos, estimam especialistas. Em supermercados e açougues do Rio houve aumento de mais de 30% em um mês em alguns cortes, como picanha e alcatra, bem acima da média de 6,78% de alta da carne vermelha no ano pelo IPCA-15 e da inflação, abaixo de 3%. Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), alguns produtos sofreram alta de até 50%.

A alta da carne se deve a uma combinação de fatores. O principal é o aumento das exportações brasileiras para a China, cujos rebanhos de porcos foram reduzidos à metade pela febre suína africana. Com menos proteína suína, os chineses passaram a importar mais esse tipo de carne e também outras, como a bovina e de aves.

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Agronegócio: Índices acumulados em 12 meses registram queda em outubro. Custos de produção foram menores, mas preços pagos ao produtor também diminuíram

Agronegócio: Índices acumulados em 12 meses registram queda em outubro. Custos de produção foram menores, mas preços pagos ao produtor também diminuíram

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O mês de outubro registra uma valorização do Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelo Produtor Rural (IIPR) de 1,15%. Mas, no acumulado de 12 meses o indicador aponta uma queda de 1,21%. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) do mesmo período também apresenta resultado negativo de 2,12%. Os dados compõem o Relatório de Outubro dos Índices de Inflação do Agronegócio do RS, divulgados pela Farsul, nesta terça-feira, dia 26 de novembro. Este é o quinto mês consecutivo que o IICP tem queda, fechando outubro com resultado 0,06% menor que o mesmo período do ano passado. O destaque fica com os fertilizantes, com retração de 11%. O principal fator foi a variação cambial que teve um declínio no último mês. A economista do Sistema Farsul, Danielle Guimarães(foto), indica o câmbio como principal fator na composição dos indicadores.

danielle
No resultado do IIPR está também o preço da soja influenciado pelo momento do grão nos EUA, “o principal fator de influência é a expectativa de uma queda na safra americana que parece se confirmar. O plantio teve atraso, a colheita está atrasada e com uma produção menor. Isso afeta o mercado internacional com a alta no preço do produto”, explica Danielle.

Na relação com o IPCA Alimentos, fica comprovado, no curto prazo, o descolamento entre os preços que o produtor recebe e aquele pago pelos consumidores. Enquanto houve a retração de 1,21% no IIPR o IPCA Alimentos teve alta de 3,01% no acumulado em 12 meses. Nos primeiros cinco meses de 2019, o IICP valorizou mais rapidamente que o IPCA. Após, o acumulado passou a indicar a redução nos custos de produção, enquanto o IPCA elevou até atingir 2,54% em 12 meses.

 

Confira o relatório completo

Pesquisas da Embrapa serão apresentadas no 1° Curso Técnico de Noz-Pecã

Pesquisas da Embrapa serão apresentadas no 1° Curso Técnico de Noz-Pecã

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O 1° Curso Técnico de Noz-Pecã será ministrado no dia 16 de novembro, na propriedade do Grupo Pitol, em Anta Gorda/RS, e busca atualizar os participantes sobre os sistemas produtivos da pecanicultura na região. Para isso, fornecerá orientações técnicas aos produtores que desejam aprimorar o cultivo. Na ocasião, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), Carlos Roberto Martins, apresentará resultados de pesquisa a respeito da cultura.

No turno da manhã, na programação, temas como implantação de pomares, calagem, adubação, estado nutricional, doenças e linhas de crédito. O Grupo Pitol, que é referência na cultura, ainda apresentará suas experiências. Os participantes também serão convidados a se associarem ao Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

E, para apresentar na prática o que foi visto durante as palestras, o evento contará ainda com uma tarde de campo nas dependências do viveiro Pitol. No local, serão realizadas demonstrações de maquinas e equipamentos para o beneficiamento de nozes.

article (1)O 1° Curso Técnico de Noz-Pecã é promovido pelo Grupo Pitol com o apoio da Embrapa Clima Temperado e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Inscrições podem ser feitas até o dia 15 de novembro pelos números (51) 3756.1156 e (51) 999786.5368 (Whats App) ao valor de 80 reais (almoço incluído).

Serviço:
O quê: 1° Curso Técnico de Noz-Pecã
Quando: 16 de novembro
Onde: Propriedade do Grupo Pitol, Anta Gorda/RS

Fonte: Embrapa Clima Temperado

 

Primeiras cargas de arroz brasileiro para o México embarcam nesta semana

Primeiras cargas de arroz brasileiro para o México embarcam nesta semana

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Confirmada em maio deste ano pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a abertura do mercado mexicano para o arroz brasileiro se torna realidade neste mês de novembro. Já estão no Porto de Rio Grande prontos para embarque 11 conteiners com arroz beneficiado para o país da América do Norte, com previsão de saída ainda nesta semana. A notícia do primeiro negócio realizado pelos brasileiros foi comemorada pelo setor arrozeiro.

Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, a expectativa é que este embarque seja apenas o primeiro e que em breve também haja a exportação do arroz em casca do Rio Grande do Sul, que produz cerca de 70% do cereal no país, para o território mexicano. “Esta é uma confirmação que faz muito tempo que vem sendo trabalhada com as entidades e com o apoio do Ministério da Agricultura no sentido de viabilizar esta exportação”, observa.

As conversas para a abertura do mercado mexicano ocorrem desde 2015. Na ocasião, A Federarroz, representada pelo então presidente Henrique Dornelles, esteve participando de evento com representantes das Américas em Cancún, onde foram dados os primeiros passos para a negociação, pois na época já havia forte demanda pelo produto brasileiro. Já em 2017, em visita à Expodireto Cotrijal, Velho, então vice-presidente da entidade, reforçou as negociações juntamente com o então embaixador mexicano, Eleazar Velasco Navarro.

Em 2015, segundo dados do Comité Nacional Sistema Producto Arroz del Mexico, os mexicanos colheram 158,35 mil toneladas de arroz, queda de 80,4% em 30 anos. Em 1985, a produção do país era de 807 mil toneladas. Enquanto isso, no mesmo período, o consumo cresceu de 850 mil para 1,1 milhão de toneladas.

Conab prevê novo recorde para safra brasileira de grãos com 246 milhões de toneladas

Conab prevê novo recorde para safra brasileira de grãos com 246 milhões de toneladas

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A estimativa da safra 2019/2020 de grãos aponta para um novo recorde, com 246,4 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% ou 4,3 milhões de toneladas em comparação à safra 2018/19. Os números são do 2º levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa de campo foi realizada no período de 28/10 a 1º/11, com mais de 900 informantes em todo o país.

A intenção de plantio sinaliza uma variação positiva de 1,4% quando comparado à área da última safra, chegando a 64,1 milhões de hectares.

A área a ser semeada com soja aponta para um crescimento de 2,3% em relação à safra passada. O plantio no Brasil atinge 56% da área. A produção está estimada em 120,9 milhões de toneladas, mesmo com os problemas climáticos que atrasaram o plantio em Mato Grosso do Sul.

Já o milho primeira safra, que nos últimos levantamentos perdia espaço para a soja, mostrou aumento de área e alcançou 4,1 milhões de hectares. A produção pode chegar a 26,3 milhões de toneladas, 2,4% superior a 2018/19. As condições das lavouras no RS e PR estão boas. A partir de janeiro, começa o plantio da segunda safra do cereal, que representa mais de 70% da produção de milho no país.

O algodão, cuja janela de plantio começa no final deste mês, mantém a projeção de crescimento tanto em área, alcançando mais de 1,6 milhão de hectares, quanto no volume total esperado, podendo chegar a 2,7 milhões de toneladas de pluma. O produtor segue apostando na demanda externa pela pluma brasileira. Em outubro, o Brasil exportou o maior volume mensal da história: 279 mil t de pluma.

Para o feijão primeira safra, a estimativa é de redução da área, devendo ficar em 917,8 mil hectares. Ainda assim, a perspectiva é de produção superior à safra passada, podendo chegar a mais de 1 milhão de toneladas. Com o atraso das chuvas e a opção por culturas mais rentáveis, o produtor também prefere investir na segunda safra, para garantir uma colheita com maior qualidade.

Outras culturas, como o arroz, deve ter redução de 1,8% na área cultivada. Apesar do atraso no plantio, em função do excesso de chuvas no RS e SC, a produção deverá ser 0,2% maior que a safra passada, chegando a 10,5 milhões de toneladas.

O clima, especialmente na Região Sul, tem prejudicado a finalização da colheita dos cereais de inverno. O trigo, por exemplo, deve apresentar redução de 2,8% na produção final, alcançando 5,3 milhões de toneladas. No entanto, outras culturas como aveia branca, centeio e cevada apontam para aumento no volume produzido em comparação ao ano anterior.

Fonte: Conab

Produtor de laranja do RS tem nova oportunidade de apoio à comercialização

Produtor de laranja do RS tem nova oportunidade de apoio à comercialização

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No dia 19 de novembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará mais dois leilões em apoio ao escoamento da produção de laranja de agricultores gaúchos. As operações são de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). As subvenções são para o escoamento de 10 mil toneladas da laranja in natura, da safra 2019/2020, para qualquer região do país. Esta é a quarta rodada de uma série de leilões que tem sido realizados para ajudar os produtores no escoamento da cultura e com isso equilibrar os preços de mercado da fruta no estado, que se encontram abaixo do mínimo estabelecido pelo Governo Federal.

Nas últimas operações, as aquisições das subvenções de Pepro foram menos procuradas do que as anteriores, já que a safra está no final e os produtores dispõem de pouco produto para participar. As aquisições de PEP também não estão ocorrendo pois as indústrias estão com os seus estoques elevados e, além disso, mais de 90% das laranjas processadas pela indústria destina-se a atender o mercado exportador de sucos, e o PEP exige que o escoamento restrinja-se ao território nacional. Por esses motivos, a Conab reduziu a quantidade de volume a ser escoada para 5 mil toneladas para cada modalidade. Estes leilões devem ocorrer somente enquanto a safra estiver sendo colhida, o que deve concluir nas próximas semanas.

No Pepro o arrematante do leilão deve ser o próprio produtor ou sua cooperativa. Ele terá direito ao incentivo uma vez que venda seu produto pela diferença entre o preço mínimo (ou o valor de referência definido pelo governo) e o valor do Prêmio Equalizador. Já o PEP oferta o prêmio para que beneficiadores e agroindústrias adquiram o produto diretamente do produtor rural ou de sua cooperativa pelo preço mínimo prefixado, complementando a operação com a venda do suco, concentrado ou não, para qualquer região do país.

As operações ocorrem por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização da Conab (SEC). Os interessados em participar devem estar cadastrados em bolsas de mercadorias e estar inscritos no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican), entre outros requisitos.

Clique nos respectivos links para saber mais detalhes das operações de Pepro e de PEP

Brasil fecha acordo e vai exportar melão para China

Brasil fecha acordo e vai exportar melão para China

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O Brasil fechou acordo com a China que viabiliza a exportação de melão para o país asiático. Em contrapartida, os chineses poderão vender pera para o mercado brasileiro. Os protocolos sanitários foram firmados após reunião bilateral entre os presidentes Jair Bolsonaro e Xi Jinping, dentro da XI Cúpula do Brics, que teve início nesta quarta-feira (13) em Brasília. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou do encontro.

O acordo para exportação de melão é simbólico por se tratar do primeiro entendimento com a China sobre frutas. Além da diversificação da pauta exportadora agrícola para a China (a maioria das vendas é de soja e carne), o protocolo tem potencial de alavancar a fruticultura brasileira, principalmente da Região Nordeste, que hoje direciona as vendas externas para a Europa.

“Os acordos assinados e os protocolos de intenção serão potencializados por nós para o bem dos nossos povos. A China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”, disse o presidente Jair Bolsonaro após a cerimônia de atos.

A medida foi negociada durante recente visita do presidente Bolsonaro e da ministra Tereza Cristina à China. A ministra disse que as negociações com os chineses vão além dos acordos assinados hoje. Segundo ela, os dois países acertaram o certificado sanitário para a exportação de farelo de algodão brasileiro e negociam a exportação de farelo de soja e a ampliação das vendas de café brasileiro para os chineses.

“Temos um plano de trabalho conjunto entre as agriculturas brasileira e chinesa. Já temos vários entendimentos em andamento das nossas visitas, mas a parceria com a China fica mais robusta com a reunião de hoje”, afirmou a ministra.

Foi firmado também plano de ação para colaboração agrícola, que prevê transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.

Presidida pelo presidente Jair Bolsonaro, a XI Cúpula do Brics é realizada em Brasília nesta quarta-feira (13) e quinta-feira (14). Participarão o presidente Vladimir Putin (Rússia), o primeiro-ministro Narendra Modi (Índia), o presidente Xi Jinping (China) e o presidente Cyril Ramaphosa, da África do Sul.

“O Brasil exerce, este ano, a presidência de turno do Brics, sob o lema ‘Crescimento Econômico para um Futuro Inovador’. As áreas prioritárias de trabalho são: ciência, tecnologia e inovação; economia digital; aproximação entre o Conselho Empresarial do Brics e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB); saúde e combate à corrupção e ao terrorismo”, informa o Ministério das Relações Exteriores.

Na cúpula, os mandatários irão discutir formas de intensificar a cooperação intra-Brics. Ao final, uma declaração tratará de temas da agenda internacional e da cooperação no âmbito do agrupamento.

Serão realizadas, durante os dois dias, reuniões bilaterais entre o presidente Jair Bolsonaro e os mandatários dos demais países-membros. Nesta quarta-feira, há sessão de encerramento do Fórum Empresarial do Brics, que reunirá cerca de 500 empresários dos cinco países.

A ministra Tereza Cristina integra a delegação do Brasil e participará das sessões plenárias, encontros bilaterais e fórum empresarial.

Carta de Bonito

Em setembro, a ministra liderou a 9º Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics, realizada em Bonito (MS). Na ocasião, os representantes dos cinco países assinaram a Carta de Bonito, com 27 itens que reiteram o comprometimento com a cooperação na área agrícola. Os ministros afirmaram o potencial para aprimorar a colaboração nas áreas de produção de alimentos, segurança alimentar e segurança ambiental.

Segundo o documento, os países do Brics estão prontos para fortalecer os mecanismos e aprimorar a comunicação em importantes temas internacionais, como o incentivo a novas soluções para o aumento da produção de alimentos, o empreendedorismo em startups de agrotecnologia, o aumento do comércio internacional, a segurança alimentar em países em desenvolvimento e o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Mais 13 frigoríficos brasileiros podem exportar carne bovina, suína e de aves para a China

Mais 13 frigoríficos brasileiros podem exportar carne bovina, suína e de aves para a China

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Mais 13 plantas frigoríficas brasileiras foram habilitadas para vender carnes à China, conforme comunicado do órgão sanitário chinês (GACC) enviado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foram habilitadas cinco plantas de carne bovina, cinco de suínos e três de aves.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (12) pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Temos tudo para entregar ao mundo nossa produção”, disse a ministra, na abertura da Agrobit Brasil 2019, em Londrina (PR).

Os cinco frigoríficos de carne suína estão no Rio Grande do Sul, além de uma unidade de carne bovina. São Paulo e Mato Grosso tiveram, cada um, duas unidades habilitadas pelos chineses. Os demais frigoríficos que podem exportar para a China ficam em Goiás, no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

Bovinos

As plantas de bovinos habilitadas pela China são: Marfrig Global Foods, em São Gabriel (RS); Frigorífico Sul, em Aparecida do Taboado (MS); Naturafrig Alimentos, em Pirapozinho (SP); Marfrig Global Foods, em Pontes e Lacerda (MT) e JBS, em Senador Canedo (GO).

Suínos

Os frigoríficos de carne suína são: BRF, em Lajeado (RS); Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Sarandi (RS); JBS Aves, em Caxias do Sul (RS); Seara Alimentos, em Três Passos (RS) e em Seberi (RS).

Aves

Foram habilitadas as plantas de aves de Zanchetta Alimentos, em Boituva (SP); União Avícola Agroindustrial, em Nova Marilândia (MT) e Unita Cooperativa Central, em Ubiratã (PR).

Fonte: Mapa

SENAR-RS qualificou mais de 300 pessoas dentro do programa Deriva Zero

SENAR-RS qualificou mais de 300 pessoas dentro do programa Deriva Zero

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Um total de 308 pessoas foram capacitadas pelo SENAR-RS dentro do programa Deriva Zero desde a entrada em vigor da nova Instrução Normativa SEAPDR n° 06/2019. A normativa estabelece o cadastro de aplicadores de produtos agrotóxicos hormonais do grupo das auxinas incluindo o princípio ativo do 2, 4-D, regulamenta sua aplicação e dá outras providências. As 11 turmas receberam as orientações nos municípios de Alpestre, Bagé, Jari, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento, Santiago e São Borja. Alexandre Prado, coordenador de Programas Especiais do SENAR-RS, afirma que estes oito municípios estão dentro dos 24 municípios que exigem que o aplicador de agrotóxicos hormonais esteja cadastrado na SEAPDR.

Em virtude do início do plantio das culturas de verão, em 2019 houve uma redução na demanda para novas turmas do Deriva Zero. O programa é voltado a produtores rurais de segmentos que usam defensivos agrícolas ao longo do desenvolvimento de suas lavouras e a trabalhadores envolvidos na aplicação de defensivos. A abordagem teórica e prática envolve atualização em tecnologia de aplicação, uso correto e seguro de agrotóxicos, transporte, armazenamento e preparo dos produtos, legislação (procedimentos preconizados na NR 31.8 quanto ao uso dos agrotóxicos), rotulagem e sinalização de segurança, formas de exposição direta e indireta, sinais e sintomas de intoxicação, primeiros socorros, equipamentos de proteção individual, equipamentos de pulverização, regulagem e calibração de equipamentos e controle de deriva, entre outros temas.

O que é a deriva?

A deriva é um problema que causa prejuízos ao próprio produtor, em condições desfavoráveis, a produtores vizinhos, que podem ter seus cultivos danificados pela ação indevida destes produtos químicos. O problema não está no produto em si, mas na falta de conhecimento dos aplicadores, já que a pulverização pode ser afetada por uma série de fatores como o vento, a temperatura, a escolha das pontas de pulverização, entre outros que determinam o resultado da aplicação.

Trabalhos do Programa Agrinho 2019 podem ser encaminhados ao SENAR-RS até 11 de novembro

Trabalhos do Programa Agrinho 2019 podem ser encaminhados ao SENAR-RS até 11 de novembro

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Os participantes do Programa Agrinho 2019 têm até o dia 11 de novembro para encaminhar seus trabalhos ao SENAR-RS. O prazo, inicialmente previsto para encerrar no dia 28 de outubro, foi ampliado a pedido das escolas. O material sobre o tema meio ambiente deve ser enviado pelos Correios para o SENAR-RS (Praça Prof. Saint-Pastous, 125, terceiro andar, Cidade Baixa, Porto Alegre). Andrea Krug, gestora do programa, salienta que, para fins de classificação, será considerada a data da postagem.

A partir desta etapa, uma banca composta por seis profissionais das áreas da educação irá avaliar as produções para a premiação em nível regional e estadual. A avaliação irá ocorrer entre os dias 25 e 29 de novembro e os finalistas serão conhecidos até 6 de dezembro. 

Na etapa regional, serão premiados os classificados entre o primeiro e o terceiro lugar de cada uma das 10 regiões. Os primeiros lugares participam da fase estadual. São avaliados desenhos, textos (para os estudantes, de acordo com a faixa etária) e experiência pedagógica (para professores).

Os trabalhos foram desenvolvidos a partir das revistas distribuídas a quase 400 mil estudantes e mais de 21,6 mil professores de 2.276 escolas públicas do Estado. A publicação apresentou aos participantes uma série de atividades e histórias que podem ser desenvolvidas com as crianças e os adolescentes em salas de aula. A participação no Agrinho incentiva o aluno a refletir sobre assuntos diferentes dos previstos no currículo regular e aplicar, no dia a dia, o conhecimento adquirido na escola. 

Voltado à comunidade escolar da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de escolas públicas gaúchas, o programa beneficia, de forma indireta, as famílias e o ambiente no qual a instituição de ensino faz parte. Um dos objetivos é desenvolver ações que possibilitem o despertar da consciência de cidadania, além de acesso a informações relativas ao tema da edição.