Vinhos: RAR Collezione Merlot fica entre os melhores em avaliação nacional

Vinhos: RAR Collezione Merlot fica entre os melhores em avaliação nacional

Agronegócio Negócios Notícias

O vinho RAR Collezione Merlot 2018, da RAR, empresa idealizada por Raul Anselmo Randon, ficou entre as 16 amostras selecionadas e apresentadas ao público durante a 26ª edição da Avaliação Nacional de Vinhos, que ocorreu no sábado, 29 de setembro, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Os vinhos foram degustados às cegas por 120 enólogos, que avaliaram 344 amostras de 44 vinícolas do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Bahia. O evento é organizado e promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE).

70098_Vinho_Rar_Collezione_Merlot_750_mlO diretor-superintendente da RAR, Sérgio Martins Barbosa, comemora o desempenho do vinho Merlot em um dos mais conceituados testes às cegas do país. “Este reconhecimento nos deixa muito satisfeitos, pois ajuda a consolidar ainda mais a RAR como empresa que produz vinho brasileiro e gaúcho de ótima qualidade. Percebemos que nosso nome está em evidência quanto o assunto é vinho”, afirma.

O sommelier da RAR, Christian Albert Basso, destaca que o RAR Collezione Merlot 2018 é a versão sofisticada de um Merlot nascido em clima frio, nos Campos de Cima da Serra, em Vacaria/RS. “Este vinho Merlot tem visual de ótima intensidade e limpidez, de coloração rubi com reflexos violáceos, com aroma intenso e agradável, revelando frutas vermelhas maduras como ameixa, amoras, e também geleia, caramelo, especiarias e carvalho leve e bem integrado. Em boca, mostra equilíbrio e notória majestosidade. Envolvente, com acidez média e boa opulência, com notas frutadas de especiarias, chocolate amargo, pimenta negra e tostado. Final longo, com madeira equilibrada e de taninos macios e persistentes”, explica.

A RAR, de Raul Anselmo Randon, teve origem na fruticultura, com o cultivo da maçã na década de 1970. Hoje, é a terceira maior produtora e comercializadora da fruta no Brasil. Nos anos 1990, montou a primeira fábrica de queijo Tipo Grana fora da Itália lançando a marca Gran Formaggio. A RAR tem, em seu portfólio, linha de importados com queijos e acetos italianos, presuntos e salames italianos e espanhóis, e azeites de oliva chilenos. A linha de derivados é composta por creme de leite fresco, manteiga e queijo parmesão. A empresa, com sede em Vacaria (RS), ainda conta com linha de 12 rótulos entre vinhos e espumantes.

RS: Programa Alfa do SENAR-RS conclui atividades com mais de 1700 alunos em 2018

RS: Programa Alfa do SENAR-RS conclui atividades com mais de 1700 alunos em 2018

Agronegócio Destaque

O Programa Alfa está preparando o encerramento das atividades das turmas de 2018. Mais de 1700 alunos, divididos em 112 turmas, participaram do programa do SENAR-RS que leva alfabetização aos adultos do meio rural. Conforme o Superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, dentre os programa sociais do SENAR-RS, o Alfa é o de maior destaque, com 19 anos de existência, o programa já alfabetizou milhares de trabalhadores rurais, preparando-os para participarem dos treinamentos técnicos.

As atividades de encerramento serão realizadas entre 27 de setembro e 5 de outubro. Os alunos têm participado de diversas programações ligadas ao tema do terceiro módulo do programa, que trata do trabalho cotidiano. No dia 29 de setembro, quatro turmas do Sindicato Rural de Camaquã participarão da Expocamaquã, realizando uma visita a feira e participando de palestras. Na Expointer, em agosto, houve  a visita de uma turma de Santo Antônio da Patrulha ao evento.

O Programa Alfa combina uma série de metodologias para melhor atender o seu público permitindo ao trabalhador do meio rural o acesso à informação que é relevante para sua vida, saúde, atividade profissional e para participar de forma mais inclusiva da sociedade. Para tanto, o programa foi dividido em módulos, executados na forma de projetos, que evoluem na complexidade dos seus conteúdos, permitindo assim novos aprendizados

Os módulos são 1º Identidade e diversidade cultural; 2º As sociedades humanas e o meio ambiente; e 3º Trabalho e cotidiano. Até hoje, o Programa Alfa já contribuiu para a alfabetização de mais de 30 mil alunos no Rio Grande do Sul.

Agro: SENAR-RS leva Deriva Zero a Cacequi

Agro: SENAR-RS leva Deriva Zero a Cacequi

Agenda Agronegócio Negócios Notícias Segurança Tecnologia Trabalho

O Programa Deriva Zero, do SENAR-RS, chega a Cacequi na quarta-feira, 26 de setembro às 14h. O Programa busca promover a segurança e a eficiência na aplicação de agrotóxicos para reduzir os índices de deriva nas regiões vulneráveis a este programa. Nas ações de sensibilização, um técnico do SENAR-RS fará uma palestra em que falará sobre as Boas Práticas no uso da tecnologia de aplicação com o objetivo de contribuir para que a pulverização atinja o alvo com precisão. A atividade será realizada no Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município.

Para ilustrar melhor a questão, o SENAR-RS levará um veículo itinerante equipado com um simulador de deriva. O equipamento recria todos os passos de uma aplicação, contando inclusive com um túnel de vento para exemplificar como este fator pode afetar a deriva e exige o monitoramento, adequação dos equipamentos e até um reagendamento da aplicação em alguns casos.

A redução da deriva depende de uma série de fatores, como a calibragem correta dos equipamentos, escolha dos bicos, pressão aplicada até a observação das condições climáticas, entre outros aspectos. Além dos encontros de sensibilização, o programa prevê consultorias em grupo para trabalhar as boas práticas no uso de defensivos agrícolas e consultorias individuais nas propriedades que desejarem aprofundar o treinamento para ter um resultado mais eficiente.

As consultorias em grupo podem receber de 10 a 20 pessoas por vez. Nesta terça-feira, Candiota receberá consultorias nas propriedades participantes do programa.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Agronegócio Destaque Direito do Consumidor Economia Expointer Negócios Plano Safra Poder Política

A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

8899180634438
Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

“O Brasil é competitivo da porteira para dentro e produz com muita qualidade. Mas precisamos saber vender essa qualidade para o mundo”. Para presidente da Farsul, a Expointer 2018 foi magnífica

“O Brasil é competitivo da porteira para dentro e produz com muita qualidade. Mas precisamos saber vender essa qualidade para o mundo”. Para presidente da Farsul, a Expointer 2018 foi magnífica

Agenda Agronegócio Destaque Economia

“Encerramos uma magnífica Expointer, construída por animais, máquinas, discursos e reuniões”. A declaração entusiasmada foi feita hoje(02.09) pelo presidente da Farsul, Gedeão Pereira, durante entrevista coletiva no Parque de Exposições Assis Brasil. A feira alcançou R$ 2,3 bi, superando em 13% à edição de 2017.  A venda de máquinas e equipamentos agrícolas somou R$ 2,28 bi um aumento de 19% na comparação com 2017, em propostas encaminhadas. Segundo Gedeão, a exposição foi marcada pela qualidade genética dos animais expostos, incentivo ao avanço tecnológico, estreitamento da via que liga o campo à mesa, além de ter sido um terreno fértil para as pautas de natureza política e econômica. Ao apresentar o balanço da participação do Sistema Farsul na Expointer, Gedeão Pereira, destacou a sensação de harmonia durante o evento, resultado das parcerias informais que se estabeleceram entre o setor público e o privado, e as reuniões que levantaram temas importantes para o aumento da competitividade do agronegócio gaúcho. “O Brasil é competitivo da porteira para dentro e produz com muita qualidade. Mas precisamos saber vender essa qualidade para o mundo”, ressaltou Gedeão ao lembrar a realização do Seminário da CNA que reuniu associações de raça para debater o andamento do programa de carne certificada. O problema da Logística e Infraestrutura foi um outro ponto estratégico que colocou, em um mesmo espaço Farsul, Fiergs, Federarroz e Fecomércio, entidades que enfrentam desafios em comum para o escoamento de sua produção em razão da demora na duplicação de estradas, sucateamento das ferrovias e falta de dragagem das hidrovias. “Quando falamos em infraestrutura, precisamos unir a agropecuária, a indústria e os serviços e olhar para fora, para os grandes mercados. Precisamos estar juntos para competir entre os setores”, falou o presidente.

2302104576320
Presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong Foto:Tiago Francisco/ Farsul

O olhar voltado para fora, em direção à Ásia, é uma pauta que tem o potencial de unir não apenas os setores produtivos do Brasil, bem como os vizinhos do Mercosul, perspectiva que foi consolidada na reunião do Grupo Farm, federação que congrega as associações rurais do Mercosul. A necessidade de buscar acordos de livre comércio com outros blocos para evitar a disputa interna por mercado foi um dos tópicos tratados pelo grupo, que também discutiu o plano do Brasil para a retirada da vacina da febre aftosa e as preocupações do grupo quanto à defesa sanitária do continente.
Na entrevista coletiva, o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, apresentou dados sobre a comercialização de animais que caiu 4%, totalizando R$ 10.210.545,00. Segundo Schardong, o resultado reflete uma queda no número de animais de argola, mas é compensada pelo crescimento dos rústicos, animais que vem para a feira para serem comercializados e já saem da exposição prontos para irem a campo. Schardong mencionou ainda o aumento na participação de ovinos.

39685535574296
Economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Foto:Marco Quintana/Sistema Farsul

Visitas de Presidenciáveis
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou ainda a visita de cinco candidatos à presidência da República à Farsul. Todos receberam um documento contendo as dez medidas da Federação para os presidenciáveis, que fala em desafios enfrentados pelo setor e alternativas. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, esclareceu o posicionamento da entidade a respeito da questão do subsídio à agricultura. De acordo com Da Luz, os recursos que são usados no crédito rural provêm de uma parcela dos depósitos compulsórios oriundos dos depósitos à vista e em poupança, e de recursos livres. Portanto, não são usados recursos do governo, e sim privados, para o crédito rural, o que não configura um subsidio. O total de recursos empregados pelo governo na agricultura em 2017 corresponderam a apenas 0,64% do gasto público, sendo que a maior parte desse recurso vai para despesas de pessoal. Sem citar o presidenciável Ciro Gomes(PDT),  Gedeão Pereira, disse que: “Surgiu um debate muito forte sobre o crédito agrícola. Se tem ou não subsídio do governo federal. A ponto de terem sido expressados números que, se tivéssemos, evidentemente, todos os produtores rurais do Brasil andavam de Ferrari. Não é de caminhonete, é de Ferrari.”

89163606008422
Superintendente da Casa Rural, José Alcindo Ávila.Foto:Tiago Francisco/Farsul

Casa Rural
O superintendente da Casa Rural, José Alcindo Ávila, mencionou o protocolo de intenções assinado com o Banco do Brasil para que os sindicatos rurais se tornem correspondentes bancários, o que abrirá uma nova possibilidade de serviços a serem oferecidos pelos sindicatos. Outra novidade da Casa Rural na 41ª Expointer foi a expansão do convênio entre as empresas de ônibus Unesul, Planalto e Ouro e Prata, com a oferta de descontos de 30% nas passagens que conectam os 138 municípios onde estão os sindicatos rurais a Porto Alegre no período de realização da feira. A Casa Rural atuou como ponto de venda das passagens. Os produtores rurais usuários deste serviço ainda contaram com café da manhã e transporte entre a Rodoviária de Porto Alegre e o Parque de Exposições Assis Brasil: “Esse serviço vai além da questão da conveniência. É uma segurança para os produtores rurais que não estão habituados a usar o transporte público conectando as cidades da região metropolitana”, afirma o superintendente da Casa Rural.
Também foi destacado o lançamento do novo site da Casa Rural, na terça-feira, 28/09. O portal reúne informações sobre as atividades apoiadas pela entidade e notícias sobre o agronegócio e, segundo José Alcindo Ávila, foi pensado para atender a um produtor cada vez mais conectado.

3442419565110
Superintendente do SENAR-RS, Gilmar Tietböhl. Foto:Emerson Foguinho/Farsul

Senar-RS
O superintendente do SENAR-RS, Gilmar Tietböhl, mencionou as ações realizadas pelo Senar-RS. Neste ano, a entidade comemora 25 anos. Houve o lançamento de um curso de preparação de alimentos que tem como foco o arroz, demanda que partiu dos próprios produtores rurais. Houve também a realização de oficinas técnicas de ovinos e bovinos de corte. A Oficina de Ovinos vem destacando o uso da Ultrassonografia para diagnóstico de gestação e avaliação de carcaças.
Já a Oficina de Bovinocultura de Corte traz para feira o programa “De onde virão os terneiros?”, iniciativa que integra o Fórum Permanente do Agronegócio. A série de eventos tem o objetivo de discutir alternativas para a manutenção de bovinocultura de corte frente ao avanço da cultura da soja na metade sul do estado.

Sebrae-RS
O superintendente do Sebrae-RS, Derly Fialho, abordou as ações no âmbito do programa Juntos para Competir, que têm focado em levar ao público o conhecimento necessário para que a qualidade da produção gaúcha possa ser apreciada em produtos como vinho, azeite de oliva e carne. Segundo Fialho, o programa já está consolidado entre o público, e começa a ganhar a oportunidade de se aliar a outros elos da cadeia. “Afinal, para que faça o caminho do campo à mesa, é preciso o trabalho da agropecuária, da indústria e dos serviços”, afirma. Entre as ações que estão sendo desenvolvidas está um treinamento de garçons e sommeliers para a apreciação da qualidade do azeite de oliva. Fialho destacou ainda o incentivo a startups através do programa Agrotech RS, e comemorou o fato de que 12 das 16 startups presentes na Expointer fizessem negócios na feira.

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

Agronegócio Destaque Expointer

Nesse último final de semana de Expointer, participei da entrega do Troféu Cabanheiros, um prêmio muito legal que valoriza quem trabalha o ano inteiro junto aos animais no campo. O evento, organizado pela equipe da Farsul, sob coordenação do grande Francisco Schardong,  presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, que comandou a entrega de prêmios e ressaltou que o trabalho de um ano todo desempenhado pelo cabanheiros é o que determina a qualidade da exposição de animais. Schradong, era sem dúvida nenhuma o mais contente entre os presentes pelo sucesso da promoção. que movimentou a pista de ovinos. A premiação, promovida pela Federação da Agricultura, SBT e  Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, sorteou prêmios e distribuiu brindes a dezenas de profissionais que cuidaram dos animais durante a 41ª Expointer.

79269602530352
Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul
4502740539717
Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul

Tiago Silva, de Cachoeira do Sul, não perdeu tempo: deixou o palco da premiação pedalando a bicicleta que ganhou no sorteio. “A turma do Limousin é pequena, mas é de sorte”, concluiu o cabanheiro que já havia visto outros conhecidos serem chamados ao palco. Também foram sorteadas uma TV, um forno elétrico, fornos de micro-ondas, rádios e outros eletro portáteis. A novidade foi uma obra de arte representativa da vida do campo que a vencedora Jéssica Cavalheiro já imaginava pendurada na parede de sua casa antes mesmo de ouvir o seu número ser chamado: “Amei. Assim que cheguei, coloquei os olhos no quadro e disse que aquele prêmio seria meu”. Apesar de a maioria do público ser composta por homens, as mulheres estavam com sorte. Além de Jéssica, Natalie Scherer, de Bagé, também recebeu uma premiação no evento.
38587633506132O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, falou sobre a ligação entre produtores rurais e cabanheiros e, falando de sua experiência pessoal, lembrou que esta é uma amizade que estabeleceu desde a juventude, quando procurava o galpão da fazenda da família para tomar mate com os trabalhadores todas as manhãs. “Patrões e peões não existem um sem o outro. Hoje nós vibramos juntos pelas nossas conquistas”, afirmou. Participaram da entrega de prêmios o secretário da Agricultura, Odacir Klein, o apresentador Felipe Vieira e a repórter Alessandra Bergmann, do SBT-RS  além de diretores da Farsul. A festa teve show de Ênio Medeiros.

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

Agronegócio Destaque Eleições 2018 Plano Safra Poder Política Porto Alegre Vídeo

O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes cumpriu extensa agenda de campanha nesta sexta-feira na Expointer, em Esteio, apesar da chuva. Ciro visitou estandes, acompanhado pelo candidato ao governo Jairo Jorge (PDT), conheceu parte dos empreendimentos da feira e também foi recebido por representações de entidades participantes do evento. “Vim apresentar e defender um projeto nacional de desenvolvimento, baseado na recuperação da indústria, na restauração do crédito das famílias brasileiras, na geração de empregos e no investimento público e privado”, disse o candidato.

Ciro também defendeu o suporte governamental à produção agropecuária e sustentou que seus adversários no pleito representam o “fim do subsídio para o campo”. “Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) são iguais”, qualificou-os.

Na Farsul, o que seria uma visita de cortesia se transformou em debate político e ideológico. Durante a apresentação da pauta ruralista, Ciro e o presidente da entidade, Gedeão Pereira, protagonizaram um embate acerca de suas visões políticas. “Nós, aqui na Farsul, somos defensores irredutíveis do direito à propriedade privada. Estamos preocupados com a segurança jurídica, que foi relativizada nos últimos anos por ideologias de esquerda em questões como reforma agrária, demarcações indígenas e quilombos, além de questões ambientais. Queremos um Estado menor, privatizações e necessidade de investimentos em infraestrutura”, definiu o dirigente da Farsul.

Ciro disse que discordava de parte das visões e citou que o adversário Bolsonaro (PSL) “tem defendido a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, o que pode representar o fim do subsídio para a agricultura no país”, apontou. Gedeão reagiu, sustentando que “não há subsídio para a agricultura”. Ciro interveio, argumentando que a agricultura recebe R$ 158 bilhões ao ano em créditos relativos a abatimento de juros através das instituições públicas de fomento. “Posso dizer na minha campanha então que o presidente da Farsul não quer mais o subsídio público? Respeito muito o serviço que o agronegócio presta à nação, mas querer um Estado mínimo e ao mesmo tempo que o governo garanta a infraestrutura e financiamento não faz sentido. É uma visão liberaloide estúpida e egoísta”, definiu Ciro. (Correio do Povo)

Por apoio nas eleições 2018, agronegócio cobra compromisso de candidatos à Presidência; por Camila Turtelli e Paulo Beraldo , O Estado de S.Paulo

Por apoio nas eleições 2018, agronegócio cobra compromisso de candidatos à Presidência; por Camila Turtelli e Paulo Beraldo , O Estado de S.Paulo

Agronegócio Destaque Eleições 2018 Poder Política

O combate à criminalidade no campo, reformas tributária e previdenciária, priorização do seguro rural e revogação de tabelamento de frete rodoviário são algumas das demandas do agronegócio para o próximo presidente da República. Elas serão apresentadas nesta quarta-feira, 28, aos candidatos nas eleições 2018 no documento O Futuro é Agro – 2018 a 2030, em uma rodada de sabatinas na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

Participam do encontro os candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do MDB, Henrique Meirelles, do Podemos, Alvaro Dias, e da Rede, Marina Silva. Dois presidenciáveis não devem comparecer – Ciro Gomes (PDT), que tem como sua vice a ex-presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e Jair Bolsonaro (PSL), que deve participar de feira agropecuária no Rio Grande do Sul.

O texto foi elaborado pelas 15 entidades que integram o Conselho do Agro. “Com todas essas entidades representativas fica muito mais fácil para cobrarmos o próximo presidente destas propostas”, diz o presidente da CNA, João Martins. Na avaliação do diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornachioni, o encontro com os presidenciáveis evidencia o protagonismo do agronegócio. “Se olharmos a eleição de 1990, o agronegócio não era 30% do que é hoje. Em poucos anos, o setor ganhou os holofotes”, afirma Cornachioni.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, está cada vez mais claro que o setor assumiu protagonismo na agenda política nacional. “O setor tem muita força e precisamos ser ouvidos.” Luiz Roberto Barcelos, presidente da principal associação de exportadores de frutas do País, a Abrafrutas, também entende que o agronegócio tem ganhado mais representatividade política. “Conforme o agronegócio vai crescendo, vai se organizando e se mobilizando. Muitas pessoas que nem eram ligadas ao setor começaram a defender os interesses do campo”, diz.

A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Porto Alegre: Feira do BarraShoppingSul abre ao público a partir do dia 8 de setembro

Porto Alegre: Feira do BarraShoppingSul abre ao público a partir do dia 8 de setembro

Agenda Agronegócio Cidade Destaque Negócios

A partir do dia 8 de setembro, os porto-alegrenses ganham uma feira repleta de opções artesanais da melhor qualidade. A Feira do BarraShoppingSul chega a Porto Alegre com a proposta de oferecer variedade em alimentos vindos diretamente de produtores locais. “A feira é mais uma opção de serviço que trazemos aos clientes do Barra. Nossa proposta é oferecer comodidade a quem busca alimentos frescos e de alta qualidade”, destaca a gerente de marketing do BarraShoppingSul, Tânia Nascimento.

Todos os sábados, das 10h às 15h, a feira vai contar com 10 bancas localizadas  na praça de alimentação, próximas ao acesso do Diamond Tower. Serão oferecidos produtos diversos como hortifrutigranjeiros, geleias e compotas, doces integrais, grãos, pães e flores da Chácara Porto Verde.

A banca da Borges Queijos Artesanais, por exemplo, terá uma variedade de tipos de queijos da Serra da Canastra e de várias regiões do Brasil, além de produtos de charcutaria, como presuntos, salames, copa e demais embutidos de produção artesanal. Outro destaque serão os pães de fermentação natural, do Atelier Vincent, opção artesanal livre de química.  Na Doçana, será possível encontrar doces típicos do Rio Grande do Sul, como ambrosia, compotas e geleias de frutas e a Vitalitá, além dos grãos, oferece alimentação orgânica para cães.

Serviço

Feira do BarraShoppingSul

Onde: Praça de Alimentação do  BarraShoppingSul

Quando: todos os sábados, das 10h às 15h

A partir do dia 08/09

SENAR-RS lança programa Deriva Zero

SENAR-RS lança programa Deriva Zero

Agenda Agronegócio Destaque

Reduzir a deriva e assim promover a segurança e a eficiência na aplicação de agrotóxicos é o objetivo de um novo programa que o SENAR-RS lança em parceria com a Secretaria da Agricultura do RS, CREA-RS e MAPA. O Deriva Zero combinará uma série de ações com foco prático para reduzir os índices de deriva nos municípios onde este problema tem sido identificado. O programa será lançado na quarta-feira, 22/08, em Dom Pedrito, com a presença do chefe da Divisão Técnica do SENAR-RS, João Augusto Telles, além de representantes das entidades parceiras.

Nas ações de sensibilização, um técnico do SENAR-RS fará uma palestra em que falará sobre as Boas Práticas no uso da tecnologia de aplicação com o objetivo de contribuir para que a pulverização atinja o alvo com precisão. Isso depende de uma série de fatores, como a calibragem correta dos equipamentos, escolha dos bicos, pressão aplicada até a observação das condições climáticas, entre outros aspectos.

Para ilustrar melhor a questão, o SENAR-RS levará um veículo itinerante equipado com um simulador de deriva. O equipamento recria todos os passos de uma aplicação, contando inclusive com um túnel de vento para exemplificar como este fator pode afetar a deriva e exige o monitoramento, adequação dos equipamentos e até um reagendamento da aplicação em alguns casos.

O programa Deriva Zero prevê consultorias em grupo para trabalhar as boas práticas no uso de defensivos agrícolas e consultorias individuais nas propriedades que desejarem aprofundar o treinamento para ter um resultado mais eficiente. As consultorias em grupo podem receber de 10 a 20 pessoas por vez.

A abertura do programa acontecerá no dia 22 de agosto, às 9h, no Sindicato Rural de Dom Pedrito. A primeira ação tem a duração prevista de quatro horas. Depois de Dom Pedrito, os municípios de São Gabriel e Vacaria serão os próximos a receber a sensibilização do programa.