Inconstitucional, proposta para frete elevaria custos, diz agronegócio

Inconstitucional, proposta para frete elevaria custos, diz agronegócio

Agronegócio Comunicação Notícias Trabalho

O agronegócio do Brasil avalia que a proposta de preços mínimos para o frete de cargas tende a elevar os custos tanto para produtor quanto consumidor, gerar informalidade no segmento, encarecer outros modais logísticos e impactar a própria produção de commodities, segundo representantes ouvidos pela Reuters.

Em meio aos protestos de caminhoneiros em todo o país, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), anunciou na véspera que assumiu o compromisso de pautar um projeto de preços mínimos no transporte rodoviário de cargas como parte de um acordo para suspender a greve.

Entretanto, as manifestações continuam nesta sexta-feira.

O Brasil é um dos maiores produtores de commodities agrícolas do mundo e transporta boa parte de sua safra, em particular grãos, pelas estradas, transportando 61 por cento de todas as cargas por rodovias, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Assim, qualquer alteração na dinâmica de fretes teria impacto sobre o agronegócio.

Para o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, a proposta “não condiz com a realidade de um país que é democrático e capitalista”.

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Porto Alegre sedia em setembro conferência mundial sobre agricultura e alimentação

Porto Alegre sedia em setembro conferência mundial sobre agricultura e alimentação

Agenda Agronegócio Destaque Economia Negócios

Entre os dias 17 e 21 de setembro de 2018, a UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre/RS, sediará a III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada. O tema central do encontro é Alimentos saudáveis, sociobiodiversidade e sistemas agroalimentares sustentáveis: inovações do consumo à produção. Ao longo de cinco dias, a Conferência vai reunir cerca de 170 especialistas de 36 países, em uma intensa programação que inclui painéis de escopo internacional, simpósios, apresentação de trabalhos científicos em grupos de trabalho temáticos, relatos de experiências, saídas de campo e atividades culturais. Os interessados em participar devem se inscrever pelo site.

Reconhecidos acadêmicos e especialistas, além de representantes de governos, instituições internacionais e lideranças de movimentos sociais participam dos painéis. O objetivo é refletir e debater diferentes visões sobre teorias, práticas e processos relacionados a sistemas agroalimentares sustentáveis e resilientes, contribuindo para a articulação e construção de uma nova agenda de pesquisas, estudos e ações. Entre os conferencistas, estão Patrick Caron (Presidente do Painel de Alto Nível de Peritos do Comitê de Segurança Alimentar Mundial – França), Elizabeth Mpofu (Coordenadora Geral da Via Campesina Internacional – Zimbabwe), Elisabetta Recine (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA – Brasil), Allison Blay Palmer (Diretora do Centro de Governança Internacional e Inovação – Canadá) e Hannah Wittman (Diretora Acadêmica Centro de Sistemas Alimentares Sustentáveis da Universidade da Colúmbia Britânica – Canadá). Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), Mudanças Climáticas, Segurança e Soberania Alimentar, e Política e Governança são alguns dos assuntos que serão tratados durante as manhãs. Os painéis acontecem no Salão de Atos da UFRGS, com tradução simultânea.

Os Simpósios têm como objetivo contemplar uma ampla gama de discussões em torno da agricultura e alimentação. Ao todo, serão 20 simpósios durante a Conferência, que acontecem no início da tarde, em auditórios para públicos de cerca de 250 pessoas. Entre os palestrantes confirmados, estão Harriet Friedmann (Escola Munk de Assuntos Globais da Universidade de Toronto, Canadá), Marijke D´Haese (Departamento de de Economia Agrícola, Universidade de Ghent, Bélgica), Terry Marsden (Instituto de Locais Sustentáveis da Universidade de Cardiff, Reino Unido), Jan Douwe van der Ploeg (Universidade de Wageningen, Holanda) e Renato Maluf (Pós-graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade CPDA/UFRRJ, Brasil).

Nos Grupos de Trabalho serão apresentadas pesquisas produzidas sobre temas como Sistema Alimentares Sustentáveis, programas de abastecimento, cadeias de produção e processamento, Dinâmicas e práticas de consumo, Governança e Inovação Social, gênero, Agrobiodiversidade, segurança e soberania alimentar, relações campo-cidade, políticas e mercados. O objetivo é criar condições para que pesquisadores, ativistas, formuladores de políticas, agentes públicos e privados possam discutir e compartilhar conhecimentos e estabelecer as bases teóricas, empíricas e metodológicas de questões que precisam ser aprofundadas. Ao todo, serão 21 Grupos de Trabalhos. Conheça aqui a lista completa dos temas. Acadêmicos, pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em propor trabalhos científicos podem submeter suas propostas até o dia 8 de junho, seguindo as orientações presentes no edital.

Os Relatos de Experiência têm como objetivo possibilitar que grupos da sociedade civil organizada possam partilhar suas experiências e trajetórias. As experiências podem ser de cunho técnico ou popular, e não precisam ser apresentadas conforme uma estrutura teórico-metodológica. Agricultores e agricultoras, membros da sociedade civil organizada, movimentos sociais, comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, pecuaristas familiares), organizações não-governamentais, redes, cooperativas, associações, projetos de extensão, entre outros, podem submeter seus relatos até o dia 8 de julho, pelo link.

As saídas de campo serão realizadas no dia 20 de setembro. Os participantes da Conferência poderão conhecer in loco algumas experiências de boas práticas em agricultura e alimentação realizadas em localidades que ficam até 1h30min de distância de Porto Alegre. As atividades terão a duração de um dia (aproximadamente 8h), incluindo momentos de refeição. Ao todo, serão nove roteiros, com inscrição específica para cada um, cuja lista será divulgada em breve.

Desde 2016, uma série de atividades preparatórias têm sido realizadas em diferentes cidades do Brasil com o objetivo de mobilizar pesquisadores, professores, estudantes e a comunidade em geral para a participação na III AgUrb. Ao total, serão realizadas mais de 80 atividades como palestras, workshop, mesas de diálogo e encontros.

 

Serviço

III AgUrb – Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada

AgUrb-BR

Facebook: @AgUrbConference

De 17 a 21 de setembro de 2018

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

Inscrições para participação: bit.ly/AgUrbInscricoes

Submissão de trabalhos: até o dia 8 de junho, pelo edital bit.ly/AgUrbEdital

Submissão de Relatos de Experiências: até dia 8 de julho, pelo edital http://bit.ly/ExprienceReports

Local: Campus Central da UFRGS

Av. Paulo Gama, 110 – Bom Fim | Porto Alegre | RS | Brasil

Informações: 51. 3308.1191, email: alimentossaudaveis.workshop@gmail.com

Semana Arrozeira de Alegrete debate soluções para os problemas da lavoura

Semana Arrozeira de Alegrete debate soluções para os problemas da lavoura

Agronegócio Cidade Comunicação Cultura Negócios Notícias

Em meio ao término de safra com baixos preços praticados e queda de produção, a 11ª Semana Arrozeira de Alegrete é anunciada com temas ligados à atual situação da cultura. A intenção do evento é debater modelos econômicos e comerciais, além de sanar dúvidas acerca dos mecanismos de exportação, alternativa ao mercado interno. O encontro acontece entre os dias 27 de maio e 2 de junho no CTG Aconchego dos Caranchos, em Alegrete.

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Vale na bola, vale no agro, por Coriolano Xavier, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM

Vale na bola, vale no agro, por Coriolano Xavier, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM

Agenda Agronegócio Artigos Notícias

Do papo de boteco à crônica esportiva especializada, “uma verdade” é quase absoluta: no competitivo futebol atual, para se ganhar campeonato é preciso ter elenco. Um bom e sempre renovado grupo de jogadores, pois é assim que se mantém o padrão de jogo e competitividade de um time campeão. É sabedoria popular, mas vem muito a calhar a propósito de algumas reações contrárias à proposta de desburocratização do registro de produtos agroquímicos, sugerida em Projeto de Lei que está em discussão no Congresso (PL 3200).

A proteção vegetal lembra muito a questão do elenco no futebol. Está sob constante prova das determinações da natureza e por isso não pode perder o passo para as exigências técnicas da produção do campo. O aumento dos desafios sanitários nos cultivos é um fato e a agilidade na criação de novas tecnologias de controle e manejo fitossanitário sustentável é hoje um fundamento da agricultura eficiente e competitiva, principalmente em um agro maduro e internacionalizado como o nosso.

No Brasil, a renovação do elenco de produtos para controle das doenças, pragas e daninhas que atacam as plantações enfrenta uma complexa rede de processos burocráticos, para registro. E o PL entra nessa questão, propondo medidas para eliminar déficits de eficiência nessa tarefa, sem afetar a segurança ou assertividade científica da concessão dos registros e valorizando os conhecimentos dos órgãos responsáveis – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ibama e Anvisa.

Pela proposta, continua o papel estratégico dos três e suas interações serão aprimoradas. O PL define com objetividade as competências de cada um para o registro e são sugeridos prazos para as tarefas. Também propõe padrões científicos para extensão de registro a produtos equivalentes, promove a informatização de processos e centraliza a coordenação das análises no órgão de maior contato com o dia a dia dos desafios fitossanitários – o MAPA, que assim coordenaria a avaliação dos outros órgãos, inclusive estabelecendo prioridades, de acordo com necessidades do campo.

Segundo dados do Giagro e Sindiveg (2017), o tempo para registro de defensivos novos anda em torno de oito anos. Dois a cinco anos mais do que países concorrentes como Chile, França, Argentina, Austrália e Estados Unidos. Pode até parecer detalhe, mas isso tem impactos sobre a evolução da competitividade e qualidade de produção brasileira. No começo de 2017, havia uma fila de 108 produtos novos aguardando registro. A fila ainda incluía 2.352 produtos equivalentes ou registrados com pedidos relacionados a alterações de embalagem, de componentes e outros aspectos de formulação.

Quase 2.500 produtos aguardando análise em uma fila que anda por ordem cronológica: sai primeiro o que chega antes. Só que nessa multidão pode haver vários processos de um mesmo produto, mas de empresas diferentes. E, no meio de tudo, lá atrás na fila, pode haver um produto novo para ferrugem e para mofo branco, doenças que hoje tiram o sono do agricultor. Para encurtar a história, estima-se que, no ritmo atual de registros, essa fila seria zerada somente daqui a 10 anos.

Talvez alguns ainda tenham dúvidas ou reservas quanto à capacidade de produtos novos contribuírem para o progresso do manejo fitossanitário. E aí vale lembrar que o rigor científico hoje é muito maior. Há 20 anos, para cada substância registrada eram avaliadas cerca de 50.000 e atualmente a busca por moléculas mais efetivas e seguras envolve avaliações de 160.000 substâncias para cada registrada, em pesquisas que duram até 11 anos.

No mundo do futebol, é possível elevar o padrão de jogo de um time agregando novos e bons atletas ao elenco. Do mesmo modo, sabe-se que sacar um jogador durante a partida, sem substituição, significa jogar com 10, em desvantagem. Substituir ou renovar é da essência do jogo, no campo da bola o do agro. É um gol de modernização cujos impactos positivos surpreenderão no futuro. A torcer para que tudo avance no Congresso.

8º grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste, no Rio Grande do Sul, reafirma a importância da luta pelo homem do campo

8º grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste, no Rio Grande do Sul, reafirma a importância da luta pelo homem do campo

Agenda Agronegócio Comunicação Notícias

Historicamente, o Rio Grande do Sul sempre esteve à frente da luta do homem do campo pelos seus direitos. Reafirmando esse fato, a Seccional RS da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) participou, nesta quinta-feira (17), da 8ª edição do Grito de Alerta Missões Fronteira Nordeste.

Acampados desde a última terça (15), cerca de 8 mil trabalhadores rurais e pequenos agricultores, de acordo com os números da organização, ignoraram a chuva do dia anterior e marcharam por 15 km, entre as cidades de Entre-Ijuís e Santo Angelo, a 426 km da capital do estado, para reivindicar as pautas da agricultura familiar.

O evento, que teve como tema central “Brasil, que País é esse?”, e também dá início ao Grito da Terra Brasil, é organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG) e suas regionais Sindicais Missões I, Missões II, Santa Rosa, Três Passos e Ijuí, assim como a FETAR-RS.

A CSB, que também ajudou na organização, foi representada pelo seu vice-presidente Sérgio Arnoud, que fez uma palestra para mais de 60 sindicatos rurais abordando o assédio e a violência no mundo do trabalho, tema que será discutido na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“É muito importante a união entre os trabalhadores rurais e urbanos em busca de um Brasil mais justo. É importante também a Central estar junto desses trabalhadores promovendo este trabalho de unificação, para que todos tenham a mesma bandeira e pontos em comum para defender. O RS sempre teve grande importância na organização dos trabalhadores, especialmente os trabalhadores rurais, e com essa participação a CSB se credencia para ocupar um protagonismo maior no cenário do mundo do trabalho no Rio Grande do Sul”, falou.

Coordenador do Macro Região Missões Fronteira Noroeste, Agnaldo Barcelos da Silva destacou a importância da participação da CSB e avaliou o evento de forma positiva.

“O grito de alerta foi um sucesso, quero aproveitar para agradecer o apoio da CSB, uma Central que chegou e participou com nós desde o acampamento na última terça-feira. Estiveram também na grande mobilização, fazendo força com nós e trazendo alguns sindicatos urbanos para somar. Queremos agradecer em nome dos trabalhadores familiares a participação e dizer que o grito de alerta foi sucesso, não somente pelo desenrolar da pauta, mas pelo agricultor que veio para cá e saíram com a certeza de que o Brasil pode ser melhor, e que esse Brasil nós precisamos construir”, concluiu Silva, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos.

Conseleite indica estabilidade de preços, e frio eleva projeções de consumo

Conseleite indica estabilidade de preços, e frio eleva projeções de consumo

Agronegócio Comunicação Negócios Notícias

O valor de referência projetado para o leite em maio no Rio Grande do Sul indica alta de 1,25%, ficando em R$ 1,0778, demonstrando estabilidade. A pesquisa do mercado gaúcho foi apresentada na manhã desta segunda-feira (21/5) durante reunião do Conseleite, na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), em Porto Alegre. Em abril, o valor do litro fechou em R$ 1,0645, acima do projetado inicialmente. Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, o ganho no indexador foi puxado pelo aumento no leite em pó (+5,37%). O encontro reuniu produtores e indústrias e foi presidido por Pedrinho Signori.

Os números compilados no estudo, indica Finamore, já reproduzem hábitos de consumo típicos dos meses de frio, como aumento do consumo de queijos. O queijo prato, por exemplo, aumentou 9,07%. O assessor da Fetag Márcio Langer lembrou que o frio custou a chegar em 2018 com mês de maio muito quente. Agora, diz ele, aumenta a expectativa em relação a aumento de demanda nas próximas semanas. “Com o frio, esperamos aumento de consumo das famílias e reflexos diretos no campo”, completou Signori.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, apesar da leve recuperação, os números indicam seis meses de preços do leite abaixo dos praticados no ano anterior. “A produção de leite nesta entressafra caiu menos do que tradicionalmente ocorre todos os anos”, frisou Guerra, lembrando que a diferença entre o pico de produção (setembro/outubro) e a entressafra (abril/maio) geralmente era superior a 30% e, em 2018, ficou próximo abaixo de 30%. Além disso, alerta Guerra, a questão cambial desestimula a importação de leite, o que também deve ajudar no aquecimento do mercado interno.

IN 62 – Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda apresentou dados sobre a consulta pública que está em curso para revisão da IN 62. Segundo ele, o setor trabalha junto ao Ministério da Agricultura pela prorrogação do prazo de consulta para 180 dias.

O dinheiro sumiu…Preço baixo no arroz agrava a recessão

O dinheiro sumiu…Preço baixo no arroz agrava a recessão

Agenda Agronegócio Comunicação Destaque Negócios Notícias

Quanto maior for a lavoura colhida em 2018, maior é o prejuízo. O que pode parecer um paradoxo é a triste realidade dos lavoureiros de arroz em Alegrete.Para o próximo período, lavoura de 2018/2019, os 400 produtores do município não descartam a possibilidade de diminuir a área plantada. A perda média é de R$ 5,00 por saca.

Uma saca de arroz custa cerca de R$ 40,00 para ser produzida. O preço oficial de venda é R$ 36,00, chegando a R$ 38,00 nos produtos de qualidade mais nobre.

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Cachoeira do Sul fecha quadrimestre com 472 novos empregos

Cachoeira do Sul fecha quadrimestre com 472 novos empregos

Agenda Agronegócio Comunicação Negócios Notícias

A retomada da produção de biodiesel por parte da Granol levou Cachoeira do Sul a fechar os primeiros quatro meses de 2018 com 472 novos postos de trabalho preenchidos. Os dados de abril e do acumulado de 2018 até o momento foram divulgados nesta sexta-feira pelo Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

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Brasil receberá status de livre de febre aftosa

Brasil receberá status de livre de febre aftosa

Agenda Agronegócio Destaque Economia Negócios Notícias

Enquanto trava uma dura batalha com os europeus, que restringiram suas importações de frango e pescados, o Brasil recebe, na próxima quinta-feira, o certificado de país livre da febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris. A aftosa é uma doença que ataca rebanhos de bovinos e outros animais de casco bipartido. Seu controle facilita a abertura de mercados para exportação.

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Marcos Tang é eleito novo presidente da Gadolando

Marcos Tang é eleito novo presidente da Gadolando

Agronegócio Comunicação Destaque Negócios Notícias

O criador Marcos Tang está retornando à presidência da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). Por aclamação, o mandatário da entidade entre os anos de 2012 e 2016 volta para a sua terceira gestão à frente da associação no biênio 2018-2020. A eleição ocorreu na noite de sexta-feira, 18 de maio, durante Assembleia Geral realizada na Expoleite/Fenasul. Ele irá substituir Jorge Fonseca da Silva, que foi o presidente entre 2016 e 2018.

Tang se disse honrado em dirigir novamente a associação. Ressaltou que quer cada vez mais aproximar o sócio e promover a valorização da raça junto aos produtores. “Temos muitas vacas Holandesas no Rio Grande do Sul, sendo esta a principal raça produtora de leite no Estado, apesar de toda a queixa compreensível com o atual preço do leite. “Neste contexto, sei o que o produtor passa, pois sou produtor desde que nasci. Mesmo assim, a vaca Holandesa é a matriz leiteira que permite que o nosso Estado tenha médias de produção anual, por vaca, muito acima da média nacional”, observa.

Um dos pilares desta nova gestão, segundo o presidente eleito, é elevar o número de registros da raça no Rio Grande do Sul, além de aumentar o controle leiteiro e a classificação morfológica dos exemplares. “Isto gera mais estatísticas e números, pois só podemos melhorar o que nós conhecemos. Isto é, conhecer o indivíduo para que possamos fazer as correções para gerações futuras. A vaca pode ser muito bonita, mas precisamos saber quanto de gordura e proteína tem no leite, quais as células somáticas e a tendência de ter mastite ou não. Com estes dados nós realmente conhecemos o animal”, salienta.

Sobre o momento de dificuldades que o setor passa, Tang reforça que o fortalecimento da entidade e a união com outras associações e autoridades políticas e econômicas serão fundamentais para que os produtores possam ter seus pleitos atendidos. “Temos que trabalhar para mostrar que o nosso leite é bom. Não tenho dúvida nenhuma que o produto gaúcho é extremamente fiscalizado, controlado. Digo sempre que, dos produtos agropecuários, o leite é o que tem maior controle, pois nenhum litro chega a uma plataforma de indústria sem ter uma amostra colhida e analisada para checar possíveis impurezas”, destaca.

O novo presidente da Gadolando lembra que os produtores têm investido muito nos últimos anos em ítens como tanques de expansão, salas de ordenhas higienizadas e vacas de alta produção e que todo este investimento precisa ser recompensado financeiramente. “Vamos conseguir isso organizando as entidades e mostrando que nós temos genética, qualidade e um leite muito bom. E em conjunto com as demais entidades, podemos abrir mercados. Hoje o produtor gaúcho depende totalmente das exportações, seja para outros Estados ou para fora do país”, afirma.

A nova diretoria conta também com ex-presidentes da Gadolando em sua composição. Mário Luís dos Santos volta como vice presidente Financeiro e José Ernesto Ferreira como vice presidente de Eventos. Ricardo Biesdorf, que também ocupou cargos em diretorias passadas, está como vice presidente Administrativo e Patrimonial. E Bruna Schifelbein ocupa o cargo de vice presidente de Assuntos Técnicos. A posse da nova diretoria está marcada para o dia 29 de maio.

Confira a nova diretoria

Presidente: Marcos Tang
Vice Presidente Administrativo e Patrimonial: Ricardo Biesdorf
Vice Presidente Financeiro: Mário Luís dos Santos
Vice Presidente de Eventos: José Ernesto Ferreira
Vice Presidente de Assuntos Técnicos: Bruna Schifelbein